Bragança Fernandes subscreveu “Um Porto com Norte”

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Bragança Fernandes, presidente da Distrital do PSD Porto (a maior do país), após uma grande luta interna no último congresso, conseguiu reforçar o seu peso político nos órgãos nacionais do PSD. No último congresso nacional do partido, a distrital do Porto passou de 13 para 16 elementos.

De acordo com a informação da própria distrital do PSD, esta reforça-se nos órgãos nacionais, a começar pelo presidente da Comissão Política Nacional, Rui Rio, e ainda o militante Manuel Teixeira. Para a mesa do Congresso, escolhida Isabel Cruz, sendo que Catarina Ferreira ficou na Comissão Nacional de Auditoria Financeira.

Há dois militantes do distrito do Porto no Conselho de Jurisdição Nacional: José Miguel Bettencourt e João Paulo Meireles. No Conselho Nacional, ficaram: Paulo Rangel, Arlindo Cunha, Nuno Mota Soares, Paulo Ramalho, Carlos Nunes, Abraão Silva, César Vasconcelos, Alberto Fonseca, Pedro Sousa e Ricardo Santos.

Na sua intervenção, Bragança Fernandes, mostrou-se grato ao trabalho feito pelo país pelo anterior presidente, Passos Coelho, que “soube estar à altura dos enormes desafios que teve que enfrentar”.

Deixou ainda uma palavra de “esperança” num novo ciclo com Rui Rio, que quer “construir uma alternativa que dê confiança na construção de um futuro melhor, com mais oportunidades, mais justiça social e maior proximidade, para os nossos filhos e netos”.

Para Bragança Fernandes, poderá ser a personalidade capaz de “construir a Unidade necessária, quer no interior do Partido, quer com a sociedade. Mas uma unidade verdadeira, sem hipocrisismos ou cinismos políticos, assente na pluralidade das opiniões, com um rumo claro e com determinação”.

Dirigindo-se ao novo líder, o presidente do PSD distrital do Porto assegurou que pode contar com ele “para o ajudar”.
O dirigente social-democrata nortenho referiu que, no âmbito local, “o nosso Partido tem que fazer os deveres de casa. E é nesse âmbito que, mais uma vez, o PSD do Porto quer dar o seu singelo contributo”.

Bragança Fernandes adiantou que há “a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento, assente na descentralização de competências, por todo o território nacional, dando corpo a políticas públicas de proximidade”. Recorde-se que “Um Porto com Norte” foi o título dado à moção subscrita por Bragança Fernandes.

Nesta proposta são defendidas duas medidas “cruciais para a mudança de paradigma”: «que os Presidentes das Grandes Áreas Metropolitanas e das Comunidades Urbanas sejam eleitos por sufrágio direto e universal de todos os eleitores que integrem o espaço geográfico dessas novas realidades político-administrativas. Essa será uma forma de dar um maior peso político a estes novos órgãos autárquicos, ao mesmo tempo que se aumenta a legitimidade democrática dos agentes políticos que venham a ser escolhidos para essas funções; a Administração Local tem, a nosso ver, de se tornar muito mais ativa, no apoio social às populações. O controlo passaria a ser muito mais eficaz.

A solidariedade seria mais autêntica e, por isso, mais justa. A administração local, em complementaridade com as instituições sociais (IPSS, Misericórdias, Mutualidades e Cooperativas), deverão ser o sistema privilegiado para gerir as relações entre os que contribuem e os que beneficiam».

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