A campanha eleitoral após a primeira semana

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Torre Lidador
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Após a primeira semana de campanha eleitoral para as eleições Autárquicas de 1 de outubro, damos aqui conta das principais realizações dos diversos candidatos.
Assim, e de acordo com a ordem com que aparecerão no boletim de voto para a eleição da Câmara Municipal da Maia, vamos evidenciar as principais movimentações dos candidatos.

Começando pela candidata do PAN- Pessoas e Animais, Clara Lemos tem mantido a sua postura na defesa dos Animais, publicando nas redes sociais a sua atividade, bem como alguns dos objetivos e políticas defendidas pelo PAN.

Recordamos que Clara Lemos encabeça a lista candidata do PAN à Câmara e também à Assembleia Municipal da Maia e defende que é fundamental “mudar a forma como os órgãos autárquicos da Maia respondem às políticas de Proteção e Bem-Estar Animal.

O candidato independente pelo mim e coligação PPV/CCDC-PPM, Fontes Maia, tem efetuado contactos diretos com a população.

Vai difundindo, sem grande alarido, a sua mensagem dpo que pretende para a Maia, defender a terceira idade e a boa gestão dos recursos naturais. Uma política de elevação das potencialidades empresariais e de condições de bem-estar para a população são alguns dos vetores que divulga junto do eleitorado.

A coligação Um Novo Começo (PS/JPP), encabeçada por Francisco Vieira de Carvalho, teve como ponto alto na sua primeira semana de campanha a apresentação do projeto do Parque Central da Maia “Uma nova Vida Para a Cidade”, e que promete “transformar por completo, no raio de um quilómetro, o coração da sede do concelho”.

“Este projeto não é um sonho, mas apenas corresponde ao que todas as cidades vão ter que fazer, no futuro, na sequência do Acordo de Paris, relativo às Alterações Climáticas, com a descarbonização. Ele visa proporcionar maior qualidade de vida e de sociedade às pessoas que aqui vivem, promover interação social, criar modos de vida e, também, contribuir para aquilo que nos falta, a identidade coletiva. A transformação desta zona vai beneficiar 20 mil maiatos”, explicou António Ramalho, Especialista em Planeamento e Projeto do Ambiente Urbano.

O mesmo técnico, que assumirá o cargo de responsável do Urbanismo e Planeamento no executivo, caso venha a ser presidido por Francisco Vieira de Carvalho, explicou que vão nascer espaços verdes contínuos desde o Santuário Mariano da Nossa Senhora do Bom Despacho até às Portas da Maia. “Todas as cidades europeias estão a adaptar-se aos efeitos das alterações climáticas, criando mais espaços verdes”, enfatizou António Ramalho, lembrando que vão nascer corredores de metro relvados, esplanadas ajardinadas, um viaduto ajardinado sobre a EN 14, um jardim vertical na Câmara e ainda um novo jardim na zona frontal do mesmo edifício.

Francisco Vieira de Carvalho anunciou, por seu turno, que este projeto de transformação da zona central da cidade, visando melhorar a qualidade de vida das pessoas, vai englobar ainda junto ao Jardim Zoológico um parque, no qual elas podem soltar em segurança o seu animal de estimação, sem risco de incomodar quem quer que seja.
E mais: “Os técnicos do Zoo vão passar a dar apoio, de forma gratuita, aos proprietários de animais”, concluiu Francisco Vieira de Carvalho.

O candidato de Um Novo Começo efetuou ainda várias visitas durante a semana a associações, escolas e centros de dia/lares do concelho, apresentando, na última quinta-feira, dia 21, as 60 medidas do seu programa autárquico, numa sessão no Auditório da Casa do Povo de Vermoim, que contou com a presença de Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do Partido Socialista.

A CDU tem vindo a percorrer diferentes áreas do concelho, sendo que um dos destaques da primeira semana foi o encontro com a comunicação social junto à antiga estação de S. Gemil, em Águas Santas.

Ana Virgínia e Alfredo Maia, candidata à Câmara da Maia e à Assembleia de Freguesia da Maia, respetivamente, deram destaque neste encontro à ausência de uma política de mobilidade por parte da Câmara Municipal e das potencialidades da reabilitação desta antiga estação ferroviária em S. Gemil. A estação está completamente entregue ao abandono, mas a linha encontra-se eletrificada e operacional, basta haver vontade política para a reabilitar.

Ana Virgínia aproveitou ser o Dia Europeu Sem Carros – 22 de setembro – para lembrar que aquela estação foi inaugurada em 2009 com pompa e circunstância, mas o funcionamento da chamada Linha de Leixões viria a durar “apenas cerca de um ano e meio”. Os candidatos consideram-na “um eixo vital”. E acrescentam que “segundo dados da CP e da REFER, seria possível transportar, só na Linha Leixões/Valongo, cerca de 2,9 milhões de passageiros por ano, nos dois comboios por hora em cada sentido”.

Além de que, lembra Ana Virgínia, “com entroncamento estratégico na estação de S. Gemil e a recuperação desta linha e criação de novos apeadeiros servindo núcleos populacionais ao longo do percurso, a reativação do transporte de passageiros nesse ramal, e também no que liga a Campanhã/S. Bento, serviria importantes zonas habitacionais de Matosinhos, Maia, Valongo e mesmo Porto”.

Os candidatos da CDU insistem que é também “vital” o prolongamento da linha G do Metro do Porto – atualmente entre Santo Ovídeo (Gaia) e o Hospital de S. João – até à cidade da Maia, servindo, no concelho, as “populações de Pedrouços, Águas Santas, Milheirós, Gueifães e Vermoim”.

Ana Virgínia, que é também deputada pelo círculo do Porto, na Assembleia da República, recordou que continua pouco lembrado pela maioria no executivo camarário, a reivindicação do fim das portagens e a eliminação dos pórticos que cercam a Maia. Apesar de ter “posição mais musculada” quando o governo é de outra cor partidária, como é o caso, ainda assim não tem feito reivindicação suficiente nesta matéria, assim como na exigência por uma “verdadeira alternativa à EN14 ou ao prolongamento do Metro até à Trofa”, afirmou.

O candidato da coligação Maia em Primeiro (PSD/CDS), António Silva Tiago, tem vindo a realizar sessões de esclarecimento sob o lema “Participe + Conheça Primeiro”, dedicadas às diferentes freguesias, sendo acompanhado pelos candidatos às Juntas.
Já debateu com os munícipes problemas relativos às freguesias de Castelo da Maia, Cidade da Maia, Milheirós e Folgosa.

O candidato à Câmara referiu-se ao aproveitamento de oportunidades focando a intervenção em seis dimensões essenciais. No que respeita a Cultura, Desporto e Juventude, pretende “requalificar o Conservatório de Música e alargar a programação; expandir o Museu; criar a Casa da Juventude, para preparação e inserção de jovens na vida profissional; duas escolas já foram intervencionadas, mas queremos continuar esse trabalho.”

Quanto à Economia Local, António Silva Tiago entende que deve ser desenvolvida “a Feira do Fumeiro, a Feira Medieval e criar novas; ajudar agremiações desportivas; construir um Parque Urbano; criar um Museu do Ambiente para atrair visitantes; criar condições para atrair empresas e gerar postos de trabalho.”
Na Política Social, o objetivo será “continuar a desenvolver programas sociais para as famílias, apostar num Centro de Dia e num Lar Sénior”. Já no Urbanismo adiantou “o projeto ambicioso de uma praia artificial, urbana, na freguesia.”

Prosseguindo com as sessões, seguiu-se a Cidade da Maia, em que o líder da coligação “Maia em Primeiro” abordou tudo aquilo que já foi feito no Bairro do Sobreiro, sublinhando que foi um “passivo que a Câmara herdou e que tem de ajudar a resolver”.

“Vamos reabilitar todos os Blocos e as quatro torres até ao final de 2019. Já demolimos 16 Blocos, já reabilitamos sete, estamos a reabilitar o oitavo e ainda vamos demolir o 17º Bloco, onde vamos contruir uma rotunda. Não fizemos mais porque é preciso dinheiro, não fizemos antes porque tínhamos focado a solução de fazer, não a reabilitação do Bairro, mas a sua revitalização. Em 2019 já teremos realizado os Jardins do Sobreiro”.
António Silva Tiago falou ainda das ciclovias e dos ecocaminhos, que pretende que sejam projetos que juntem desporto, lazer, cultura e ambiente.

Outra sessão da candidatura Maia em Primeiro decorreu em Folgosa, no Jardim das Piscinas Municipais. António Silva Tiago começou por revelar o seu desejo de o Centro Escolar, investimento da Câmara Municipal da Maia, ser “bem aproveitado e bem rentabilizado”, acrescentando que “se para isso for necessário fazer algo em termos de transportes e acessos, vale a pena o esforço, uma vez que o Centro Escolar, como equipamento de ensino, é de excelente qualidade”.

O candidato à presidência da Câmara Municipal apresentou um conjunto de propostas para a freguesia, entre as quais “estudar uma ligação deste espaço desportivo ao Estádio de Futebol Municipal e da Freguesia; criar estacionamento; criar um circuito de manutenção de forma a ligar este espaço onde nos encontramos e o Estádio, com um foco especial no Lazer e no Desporto; melhorar a acessibilidade das duas rotundas da Estrada Nacional 105, quer para a Rua da Serra, quer para a Rua de Monforte, fazendo com que haja dois nós de ligação para melhorar a acessibilidade; requalificar os pavimentos e construir passeios”.

A sessão de António Silva Tiago em Milheirós, decorreu no Empreendimento Municipal de Habitação Social Monte Penedo. 

O líder da coligação “Maia em Primeiro” referiu-se ao projeto Maiambiente e aproveitou para relembrar que “não há ninguém no país que faça aquilo que a Maia Ambiente faz, a nível de recolha”, aproveitando para explicar que “está a ser estudado, com especialistas da Universidade, uma forma de, através de um chip, recolher a leitura do lixo que é recolhido de casa, que tipo de contentor é recolhido, e com isso vamos poder faturar aquilo que cada um de nós, de facto, produz. Quem reciclar mais, vai pagar menos, uma vez que só se vai pagar os resíduos orgânicos.”

O candidato à Câmara Municipal da Maia aproveitou ainda para falar sobre um novo projeto que já está a ser pensado e que tem como objetivo o bem-estar animal: “Vamos construir no terreno que dispomos aqui no Monte Penedo, que a Câmara comprou há uns anos com cerca de dois hectares, um Centro de Excelência e de Bem Estar animal. É algo que ainda não existe em Portugal, onde vamos ter uma clínica, uma zona de treino e vai haver uma loja com artigos para animais.”

O último tema do debate foi a dívida da Câmara da Maia. António Silva Tiago garantiu que “a Câmara deve hoje um valor insignificante e a curto prazo não deverá nada”, explicando que “toda a fatura que entra na Câmara de um fornecedor é liquidada em 4 ou 5 dias.”

António Silva Tiago terminou a referir que a “Câmara Municipal da Maia deve 30 milhões de euros de médio/longo prazo. 30 milhões para a Câmara da Maia não é nada. E deve ao Banco. Dívidas de curto prazo, isto é, no dia a dia, não deve nada a ninguém”.

No que respeita ao Arquiteto António Braz, candidato pelo MPT – Partido da Terra à Câmara da Maia, a campanha tem avançado com arruadas e contactos de campanha diretos com a população.

A habitual carrinha de campanha engalanada de cartazes e bandeiras, espalhando a mensagem do MPT tem percorrido as ruas. “A nossa campanha avança rumo à vitória sem despesismos e custos para os contribuintes. É a antevisão de uma gestão camarária equilibrada ao serviço da população com gente trabalhadora que arregaça as mangas”, refere o mandatário da candidatura do MPT, Carlos Magalhães.

No último fim de semana, António Braz, acompanhado pelo candidato do MPT a Castelo da Maia, Armindo Moutinho, centrou a campanha naquela vila em ambiente de festa. Arruadas na companhia das Concertinas de Mondim e concentração na Campa do Preto fizeram a festa e a campanha.

A abertura da campanha do BE e do candidato Silvestre Pereira contou com honras nacionais, uma vez que teve a convidada Catarina Martins, dirigente do partido.

Na companhia da coordenadora nacional do partido, Silvestre Pereira, candidato à Câmara Municipal, e Francisco José Silva, candidato à Assembleia Municipal, e vários cabeças de lista e candidatos às assembleias de freguesia do concelho, distribuíram exemplares do manifesto autárquico do Bloco e conversaram com os populares.

Para Catarina Martins, “o Bloco tem escolhido como candidatos as pessoas que melhor conhecem a sua terra e as necessidades das pessoas que lá vivem. Com a experiência política de três mandatos como deputado na Assembleia Municipal, Silvestre Pereira conhece muito bem o concelho e está preparado para ser eleito vereador na Câmara Municipal.”

Nas palavras de Silvestre Pereira, “a Maia tem inúmeras carências no que diz respeito à habitação, às vias de comunicação, aos transportes entre a periferia e o concelho e entre as próprias freguesias. Necessitamos de infantários públicos que dêem acesso a todas as crianças e possibilitem aos pais deixar os seus filhos enquanto vão para o trabalho. Não há estruturas públicas de apoio aos seniores, as que existem são privadas ou de instituições de solidariedade social. São caras e não garantem lugares.

O Bloco vai fazer a diferença, porque estas propostas tem sido apresentadas por nós na Assembleia Municipal e há a possibilidade de conseguirmos impor orçamentos que dêem resposta a estas necessidades que são urgentes”.
Ainda na primeira semana de campanha, o BE visitou o bairro do Sobreiro (dia 22), tendo Silvestre Pereira frisado que a solução «não passa por operações cosméticas, mas que antes implica deitar abaixo e construir de novo muitas destas habitações».

O estado de avançada degradação é bastante evidente, tanto por fora como por dentro do edificado, acrescentou o candidato: «Moram ali cerca de 500 famílias, e alguns dos prédios podem vir a estar em risco de ruir em breve se nada for feito».

O candidato do BE prossegue com a análise: «No bairro, há lixo por todo o lado. E o polidesportivo há muito que está abandonado. Na fachada de um dos prédios que está a ser intervencionado foi mesmo colocada uma tela onde se lê “qualidade de vida! Conte connosco!”.

O problema não é de agora. Os moradores do Sobreiro estão cansados de promessas por cumprir que se renovam de quatro em quatro anos. Parte da população é idosa, sente-se abandonada e já nem sai de casa.

Este ano, o BE votou favoravelmente, na Assembleia Municipal, a aprovação de uma verba para a reabilitação dos bairros. No Bairro do Sobreiro, os moradores continuam à espera de uma intervenção profunda. Para o BE, é igualmente importante que, até lá, as obras em curso não parem».

Angélica Santos

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