Candidatos da CDU analisaram o município

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Depois de várias reuniões com entidades e instituições do concelho, os candidatos da CDU à Câmara e à Assembleia Municipal levaram a efeito uma conferência de imprensa, no dia 19, para dar conta desse trabalho de conhecimento mais aprofundado do concelho.

A CDU considera-se a verdadeira alternativa ao poder de direita que tem governado a Maia nos últimos anos, destacando de entre os problemas mais graves ainda por resolver o da habitação.

Persistem «grandes bolsas de “ilhas”, construções degradadas ou abarracadas, muitas sem drenagem de águas residuais ou sequer abastecimento de água e em condições insalubres e indignas. Em muitos casos, já reféns da pobreza e da miséria, os inquilinos ainda são penalizados com rendas escandalosas: há quem pague 350 euros, ou mais.

A despeito da propaganda da Direita, a resposta municipal é claramente insuficiente. Segundo a empresa da autarquia que gere a habitação social – a Espaço Municipal – mais de 600 famílias preenchem a lista de espera constante para atribuição de casa, mas as suas estimativas quanto às necessidades apontam para mais de 720. Quem percorre o território da Maia com razoável atenção não pode deixar de concluir que o défice crónico de habitação é muitíssimo superior», refere a CDU em comunicado.»

Tendo em conta ainda «a necessidade de reabilitação nos bairros sociais», a CDU propõe um «Plano Municipal de Emergência para a Habitação e o Urbanismo».

Transportes e segurança dos trabalhadores municipais

A questão dos transportes é também prioritária, segundo a CDU, que defende «a reestruturação urgente das redes de transporte coletivo rodoviário intra e interconcelhio, bem como a dar especial ênfase ao transporte ferroviário de grande capacidade. Nesse sentido, mantém como exigências os investimentos na extensão da linha do Metro até à Trofa, a construção da linha do Metro entre o Pólo Universitário da Asprela/Hospital de S. João e a cidade da Maia».

A CDU está também preocupada com as «condições de trabalho dos funcionários ao serviço do Município – diretamente ou através das empresas municipais», destacando que «a Maiambiente apresenta elevados níveis de sinistralidade: só em 2016, registou 40 acidentes e mais de 500 dias de trabalho perdidos. A Empresa alega comportamentos negligentes e o modelo de recolha como causas, mas não encontrou uma solução eficaz».

A CDU aponta outras questões interessantes para o concelho, como as áreas operacionais atribuídas aos dois corpos de bombeiros, afirmando que «não faz sentido que um deles tenha atribuída como área de intervenção a freguesia na qual se localiza».

Promessas por concretizar nas freguesias

Os candidatos apontaram ainda um conjunto de necessidades nas freguesias a que é preciso dedicar atenção: «continua por concretizar uma cobertura no Pedrouços Futebol Clube e a inexplicável carência de um complexo de piscinas nesta freguesia, faltam pavilhões polidesportivos em freguesias como Folgosa e a autarquia não consegue ou não quer resolver um diferendo entre dois clubes da freguesia de Milheirós, de modo a garantir a ambos a utilização do campo desportivo municipal»; «o preocupante estado de degradação e abandono de recintos polidesportivos como os localizados nos Altos, Vermoim, e no Bairro do Meilão (este aliás encerrado à chave, “obrigando” crianças e jovens a forçar aberturas na vedação para poderem fruir o equipamento) constitui uma evidência muito expressiva de uma realidade: a Câmara Municipal fez vultuosos investimentos, dos quais não cuida».

As candidaturas da CDU encabeçadas por Ana Virgínia Pereira (à Câmara) e Alfredo Leite (à Assembleia Municipal) defendem mais transparência na atribuição de subsídios às associações concelhias e o envolvimento na programação cultural e recreativa do município, propondo a «criação do Conselho Municipal de Cultura, Recreio e Desporto».

A CDU afirma que há uma desproporção de meios e de poder de influência de que dispõe a maioria PSD/CDS, ainda assim afirma-se como uma alternativa de «confiança» para a Maia ao serviço dos trabalhadores, contrariando ainda «candidaturas de pretensa independência, mas que na verdade se limitam a federar ressabiamentos e projetos pessoais».