Cartazes do Bloco de Esquerda foram vandalizados com panfletos da JP (áudio)

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Vários cartazes do Bloco de Esquerda (BE) que se encontravam em diversos pontos do concelho foram vandalizados. Em cima desses cartazes foram colocados panfletos da Juventude Popular (JP). Uma situação que, entretanto, já foi regularizada, mas que o Bloco de Esquerda da Maia não deixa de considerar “lamentável” e “infantil”.
Acto que para o BE da Maia viola a liberdade de expressão defendida pelo próprios elementos da JP da Maia, quando em Abril emitiram um comunicado que dava conta do ambiente de “guerrilha e desorganização” instalado na Assembleia Municipal e que colocava em causa o “diálogo democrático” entre as forças políticas representadas.

O caso mereceu queixa na polícia. Silvestre Pereira, líder da estrutura concelhia do BE, não viu quem colocou os panfletos mas diz que só militantes ou simpatizantes da JP poderiam ter acesso a esse material. Para Silvestre Pereira, “o que está em causa nem é a vandalização dos cartazes, mas sim a falta de respeito para com a liberdade dos outros. Quando um partido como o CDS-PP e a JP, que defendem a liberdade, penso que têm que educar as suas bases. Têm de respeitar a propriedade privada e a liberdade dos outros”.

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[audio:BE_CARTAZES.mp3]

Por isso, considera que a direcção do partido deveria ter já efectuado um pedido de desculpas “responsabilizando-se ou desresponsabilizando-se” da situação. “Penso que seria de bom-tom”, referiu o líder da concelhia do BE.
O presidente da concelhia maiata da Juventude Popular, Manuel Oliveira considera que, para já, não deverá ser feito qualquer pedido de desculpas. “A JP é uma equipa muito grande, e internamente estamos a tentar perceber quem é que tomou essa atitude”, referiu. A PRIMEIRA MÃO, Manuel Oliveira explicou que foi já aberto um processo de investigação para perceber se foram militantes daquela estrutura os responsáveis pelos actos de vandalismo nos cartazes do Bloco de Esquerda. E que por isso, não irá ser tomada qualquer posição pública sobre o assunto.

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[audio:JP_CARTAZES.mp3]

Manuel Oliveira diz-se ainda surpreendido com a posição do BE da Maia relativamente à liberdade de expressão, lembrando que também a JP já foi alvo de actos de vandalismo.
“A liberdade de expressão da JP na Maia também já foi atingida por diversas vezes. Nunca conseguimos perceber quem foi e onde é que estão as nossas faixas que são roubadas e os nossos cartazes que são arrancados e destruídos. Nunca conseguimos identificar quem foram os autores”, lamentou o líder da JP da Maia.

Fernanda Alves