CDS Maia avisa para perigo de «irrelevância» e pede Congresso extraordinário

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Pedro Miguel Marques
Pedro Miguel Marques, presidente do CDS Maia

Pedro Miguel Marques, presidente da Comissão Política Concelhia (CPC) do CDS Maia defendeu em comunicado a realização de um Congresso Nacional do partido.

O comunicado publicado anteontem na página online da concelhia, o líder centrista refere que é preciso uma mudança: «Atenta à situação de degradação da base eleitoral do CDS-PP, nomeadamente após as eleições legislativas de 2019, agravadas pela descida constante do partido nas diversas sondagens realizadas, bem como o crescimento dos partidos no seu espectro político, nomeadamente Chega e Iniciativa Liberal, demonstrado pelas últimas eleições presidenciais, o CDS Maia e a sua Comissão Política Concelhia entende que deve ser dada a palavra aos militantes do CDS-PP sobre a possibilidade de um novo rumo, com o reforço da liderança atual ou uma possível nova liderança».

Assim, em face da necessidade um novo rumo, o representante do CDS na Maia entende que, «apesar de legitimamente eleita em Congresso, a atual direção política do CDS-PP já não reúne as condições necessárias à sua continuidade sem uma nova legitimação».

Por outro lado, esta nova legitimação, sublinha, «não poderá ser feita apenas através do Conselho Nacional e da apresentação de um voto de confiança nessa reunião».

Apenas um Congresso extraordinário serve

O líder do CDS Maia explica no comunicado porquê: «A convocação e realização de um Conselho Nacional, também legitimamente eleito em Congresso, tem todo o sentido para se pronunciar sobre o atual estado do partido e a crise interna gerada pelas demissões na CPN, porém, atentos os diversos constrangimentos gerados pela pandemia que vivemos e a possibilidade de muitas distritais do partido verem a sua representatividade diminuída, leva a que apenas num congresso extraordinário eletivo se possa dar a palavra aos militantes sobre a continuidade ou não desta direção e a renovação ou não do seu mandato e do seu programa».

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP assume a dificuldade da realização de um Congresso devido à pandemia, mas alerta que, por outro lado, «poderá estar em causa a própria sobrevivência do partido, não em termos da extinção do mesmo mas da sua irrelevância política num futuro muito próximo».