CDU alerta para perigo de estagnação da Maia

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A Maia corre o risco de estagnar por completo, graças a “décadas de má gestão e despesismo por parte do poder municipal” em conjugação com a falta de apoios da administração central. O grito de alerta é deixado em comunicado pela CDU da Maia, num documento onde esta força política aborda os valores do PIDDAC (Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) para 2011.
No Orçamento de Estado (OE) a Maia, como PRIMEIRA MÃO já adiantou, não é contemplada com qualquer projecto e verba, o que deixou indignada a CDU. “É um corte total de investimentos para a Maia”, sublinha Pedro Ferreira (na imagem), em nome da CDU.

Preocupada com o desemprego, que cresceu cerca de cinco por cento no espaço de um ano, “a drástica redução de investimento público, prevista para o próximo ano, revela que o estado central já decidiu ignorar o nosso município no futuro próximo, deixando as gentes da Maia cada vez mais entregues a si próprias”, assinala a estrutura liderada pelo PCP.

Nas contas do PIDDAC para 2011, a mesma força política observa que Porto e Vila Nova de Gaia absorvem 84 por cento das verbas destinadas ao distrito do Porto, numa opção que catalogam de eleitoralista porque os dois concelhos albergam quase um terço dos eleitores do círculo eleitoral. “Esta situação implica um aumento das disparidades na riqueza nacional, em particular no Norte, que tem vindo a empobrecer”, acrescenta.
Por isso, a CDU defende que é urgente que o poder político local tome “uma posição clara de elucidação da população, desenvolvendo uma linha de esclarecimento às populações das consequências destas medidas”. Pedro Ferreira adianta que é necessário apontar os responsáveis por esta situação: “Essencialmente o Governo e quem tem ajudado a aprovar estas medidas, o PEC, PIDDAC e OE, porque tudo isto tem sido feito com o apoio do PSD”. “As pessoas têm de entender o que se está a passar”, completa.