CDU alertou para a “direita” disfarçada

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Jerónimo de Sousa veio à Maia, na última quarta-feira, dia 13, participar de um comício-festa da CDU, no Parque Central, em que foram apresentados os candidatos às assembleias de freguesia e intervieram os candidatos à Assembleia Municipal e Câmara Municipal, respetivamente, Alfredo Maia e Ana Virgínia Pereira.

A maioria das intervenções deu alertas à população sobre uma candidatura de “direita” mascarada de “esquerda”.

O secretário-geral do PCP salientou a importância do poder local e do reforço da CDU nos órgãos autárquicos para o incremento da representatividade nacional do PCP e pela defesa dos interesses das populações, com pessoas que primam pela “honestidade e competência”.

A prova, segundo Jerónimo de Sousa, é que os candidatos da CDU “travam esta batalha eleitoral assumindo a identidade própria da coligação, com o nosso próprio símbolo, com a nossa sigla (…).

Não nos escondemos, camaradas e amigos, sob a capa de falsas listas de independentes, nem nos diluímos em arranjos partidários, que podem dar jeito a alguns, para disfarçar as suas fraquezas, e a outros para reforçar as suas ambições de poder. Cá estaremos de cara levantada a assumir os nossos compromissos”.

Alfredo Maia aponta o dedo a uma direita “acobertada”

Também Alfredo Maia, primeiro candidato à Assembleia Municipal da Maia, também sublinhou ser a CDU a única “alternativa à direita instalada e à direita que pretende instalar-se acobertada numa aliança de conveniências, que nada de essencial pretende mudar”.

Assim, Alfredo Maia pediu o reforço da votação na CDU no próximo dia 1 de outubro para trazer para a Maia “um impulso transformador que garanta mais qualidade de vida para a população”.

A CDU conquistou pela primeira vez há quatro anos uma vereadora no executivo da Câmara Municipal, Ana Virgínia Pereira, “três deputados na Assembleia Municipal e oito eleitos em seis Assembleias de Freguesia” do concelho.

Ana Virgínia Pereira lembrou que “há 40 anos a Câmara da Maia tem um poder em maioria absoluta e que enferma de vícios vários. Uma Câmara que está enredada numa teia de interesses, que beneficia empresários e instituições e que se posiciona muito longe dos interesses das populações, que nunca ausculta no paternalismo provinciano e paroquial como se os maiatos não fossem capazes de escolher o que é melhor para o seu município, freguesia, bairro e quase até para si próprios”.

Assim, foi importante, continuou Ana Virgínia, a “presença única, insubstituível e necessária da CDU no executivo”.

Nestes últimos quatro anos, a vereadora “confrontou, apresentou, denunciou e exigiu em todas as reuniões que os direitos de todos os maiatos não fossem atropelados”.

Por outro lado, Ana Virgínia diz que quase nunca obteve respostas às suas perguntas nem às suas solicitações como representante da oposição.

Ana Virgínia salientou problemas na Educação, Habitação e Transportes

A vereadora recandidata pela CDU apontou muitos problemas nas áreas da Educação, Habitação e Transportes ainda por resolver na Maia, acusando “a postura crítica ou a voz brandinha e rouca do atual executivo face ao governo PSD/CDS, ao qual não levantaram a voz fosse pelo alargamento da linha do metro até à Trofa ou a construção da linha entre o polo universitário da Asprela (Hospital de S. João) até à cidade da Maia (que muito beneficiaria as populações de Pedrouços, Águas Santas, Milheirós e até Gueifães)”.

Ana Virgínia salientou ainda que a CDU pugna por “uma verdadeira alternativa à EN14 em contraponto ao remendo proposto pelo governo PSD/CDS e aceite pelo executivo da Câmara, bem como à promessa minimalista e pequenina do atual governo”.

Também exige, desde o início, a “eliminação dos pórticos das ex-SCUT no concelho e nas ligações intermunicipais, ao contrário do executivo, que se manifesta musculadamente quando está na oposição e esquece-se da reivindicação quando os seus estão no poder”.

É por ter questionado o executivo ao longo de quatro anos “com as suas opções erradas” que Ana Virgínia acredita que será possível a 1 de outubro reforçar a votação da CDU, a exemplo do que já aconteceu em 2013 em que “quadriplicámos a votação”.

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