CDU Maia reunida em encontro concelhio para prestar contas aos munícipes

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Encontro CDU Maia

“A Maia para Todos” foi o mote do Encontro Concelhio da CDU Maia, que reuniu eleitos e ativistas da Coligação Democrática Unitária, no salão da antiga Junta de Freguesia da Maia.

Tendo também como objetivo a preparação das próximas eleições autárquicas, houve a preocupação por parte dos eleitos nos diversos órgãos de prestar contas relativamente à intervenção no presente mandato. Concluíram que “os eleitos da CDU honraram os seus compromissos de ser uma voz coerente e interveniente na defesa dos interesses da população maiata e partem com confiança para a próxima batalha eleitoral”.

Vereadora diz que se mantêm assimetrias no concelho 

Ana Virgínia Pereira, vereadora e também deputada na Assembleia da República, apresentou com algum pormenor as propostas, perguntas e requerimentos que, ao longo do mandato no executivo municipal de maioria absoluta PSD/CDS, tentou, nem sempre com resultado, chamar a atenção e resolver problemas que chegam ao conhecimento da CDU.

“É que, mau grado uma certa imagem de grandeza e até de opulência que esta maioria tenta fazer passar, fazendo crer que já não existem problemas estruturais, as desigualdades e assimetrias no concelho mantêm-se”, refere a vereadora comunista, que aponta a existência de “setores da população que continuam a viver em exclusão social, em resultado da falta de habitação condigna e de acesso a bens essenciais”. 

Da crítica aos posicionamentos da atual maioria, e que têm merecido a séria oposição da CDU, salientam-se o “recurso sistemático à externalização de serviços, não recorrendo nem rentabilizando os próprios recursos humanos; a manutenção de situações que têm lesado a saúde financeira da câmara, como os fundos imobiliários e a Tecmaia ou a aceitação de que lhe sejam transferidas competências, como no caso da educação, que acabou por ser devolvida”, enumerou a vereadora.

Problemas como a “deficiente” rede de transportes públicos, o “atraso” no tratamento da poluição de linhas de água, com natural destaque para o Rio Leça, “que exige a atenção de vários municípios”, algumas “medidas problemáticas” na recolha e posterior tratamento de resíduos, foram, entre muitos outros, questões realçadas pela eleita no executivo.

Assembleia Municipal faz “ressonância” do executivo

Também os eleitos na Assembleia Municipal da Maia (AMM) vieram dar conta do seu trabalho. Afirmam que, “com poucas exceções”, a AMM funciona como “câmara de ressonância do executivo, onde os presidentes de junta mal se fazem ouvir”.

Das assembleias de freguesia, onde governam maiorias de direita ou de listas de independentes (“quase sempre dissidentes de forças partidárias que deixaram de os escolher para candidatos”, diz a coordenadora da CDU), “vieram  relatos ora de sectarismo atroz (como no caso de Pedrouços em que, quase por princípio, as moções da CDU são chumbadas pelo PSD/CDS, mesmo que para vitoriar o 25 de Abril), até à recetividade às propostas e sugestões de  trabalho, como, no caso de Folgosa, à  inércia e incapacidade de realização de uma junta como Águas Santas, que consegue manter, de ano para ano, um saldo positivo de  meio milhão euros, ou a Junta da Cidade da Maia, que consegue passar um mandato sem qualquer documento previsional ou de contas, aprovado pela assembleia”.

No Encontro Concelhio da CDU participaram ainda elementos do Partido Ecologista “Os Verdes” e independentes, no âmbito da componente unitária em que se conjugam na CDU. Todos estes elementos da coligação disseram em uníssono que confiam que as “reconhecidas qualidades de honestidade, trabalho e competência justificarão o aumento dos votos e o número de eleitos da CDU, no sentido de uma Maia para todos”.

Angélica Santos