CHEGA Maia já tem candidatos a quatro Juntas e André Almeida é o cabeça à Câmara

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André Almeida_foto A. Santos
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O CHEGA já tem escolhidos os candidatos para a Câmara e Assembleia Municipal da Maia, André Pedro Almeida e Sofia Rios Batista, respetivamente. A concelhia da Maia também já tem candidatos a quatro Juntas de Freguesia: Cidade da Maia, Nogueira e Silva Escura, Águas Santas e Castelo da Maia.

André Pedro Almeida tem 30 anos, nasceu em Vermoim (Maia) e é empresário no concelho. Assume-se como conservador e candidata-se à presidência da Câmara da Maia nas próximas eleições Autárquicas, numa primeira experiência política em toda a sua vida.

Nesta entrevista ao Primeira Mão André Almeida diz que foi motivado por uma “profunda revolta” – em concordância com “o que afirma o líder do partido” – com tudo o que se passa no país, defendendo que é preciso “uma mudança”.

Relativamente à Maia, o candidato não afirma que o concelho esteja mal, tem “os seus pontos positivos”, mas “os princípios que regem as políticas das pessoas que estão no executivo é igual aos outros” (referindo-se aos maus políticos a nível nacional).

André Almeida aponta o dedo: “a má utilização dos dinheiros públicos é uma realidade, infelizmente; investimento em certas situações mascaradas de Cultura… existe uma panóplia de situações que poderiam estar muito melhor, caso a gestão e o pensar na Maia passe a ser um pouco fora da caixa”.

O candidato do CHEGA explica que estes pontos fracos e a falta de inovação se deve ao regime de “perfeita sucessão ao trono há muitos anos: toda a gente sabe qual vai ser a lista do PSD, serão os mesmos de sempre, tirando aqueles dois que já saíram…”

O candidato da força política de Ventura afirma-se preocupado por ter-se apercebido “pela comunicação social que poderá ter sido o PSD a indicar a candidata do PS: isto preocupa-me porque dá a entender que se está aqui a preparar um golpe de ditadura dentro da democracia, estar-se-á a preparar um bloco central eventualmente…”

André Almeida e Sofia Rios Batista (candidata à Assembleia Municipal)_foto de facebook de André Almeida

Com os candidatos apresentados não se esperam “mudanças” para a Maia – afirma André Almeida

Já são conhecidos quatro candidatos à Câmara da Maia. Além de André Almeida pelo CHEGA, Silva Tiago, atual presidente pelo PSD/CDS já confirmou que se recandidata, tendo já a concelhia do PS confirmado Teresa Almadanim, e a CDU apresentado oficialmente Alfredo Maia como cabeça de lista.

O Primeira Mão quis conhecer a opinião do candidato sobre se com estes atores políticos existe alguma expectativa de mudança para a Maia. Ao que André Almeida foi categórico: “considero que não há nenhuma mudança expectável”.

“O engenheiro Tiago, apesar de ser presidente há quatro anos, está no executivo há muitos” mais e representa a tal “continuidade de sucessão” que referia anteriormente. Quanto ao candidato Alfredo Maia, pela CDU, “cujo trabalho na Assembleia Municipal respeito, não me parece que as políticas que defende sejam futuro para ninguém”, comentou André Almeida, “se formos observar países em que o PCP proliferou, se calhar, nenhum maiato se revê nisso e não quero ver a Maia nesse estado”.

No que respeita à candidatura do PS, “temos aqui uma indecisão, pois o Francisco Vieira de Carvalho anuncia a sua candidatura no pressuposto da candidatura anterior, e agora, o PS tem esta jogada apresentando a Drª Teresa, que é alguém que não conheço muito bem, embora saiba que ela está na Maia há muitos anos, mas não é de cá. Ainda assim, não sei se o Francisco avançará ou não, teremos que aguardar para ver. De qualquer forma, o Francisco foi a principal figura em termos eleitorais há quatro anos. Penso que a oposição que fez não foi real, mas antes uma oposição mais à base de um processo judicial aqui, um processo judicial ali”.

A esta forma de atuação, André Almeida seguiu pelo comentário: “cada vez mais as pessoas não estão na política para defender os interesses daqueles que os elegem, não estão preocupadas com o seu concelho; as pessoas estão preocupadas com o seu ‘tacho’ e se vão ganhar votos daqui a quatro anos outra vez. Isto para mim não é política!”

O CHEGA tem um processo aberto de recolha de apoiantes e elementos para ingressar as listas às Autárquicas, podendo os cidadãos aderir pelas redes sociais. André Almeida lembra que o partido tem sido “ostracizado na comunicação social”, o que afasta algumas pessoas. Recorda que André Ventura teve 5 mil votos nas presidenciais de Janeiro, na Maia, o que quer dizer que “pelo menos há 5 mil pessoas no concelho predispostas para ouvir as ideias do CHEGA, mas na verdade essas pessoas não aparecem e não dão a cara, por isso termos esta forma aberta de composição das listas”.

André Almeida explica que as listas têm que ter 250 elementos, mas como nem todos são em lugares elegíveis, há pessoas que, mesmo não dando a cara podem participar. Assim, o processo está a decorrer a bom ritmo, garante, salientando que se aceitam candidatos independentes, mas não abdica de analisar os proponentes de forma a escolher “a melhor pessoa para cada lista”, isto é, não se pretendem pessoas que já passaram por vários partidos, até porque o CHEGA quer “romper com o sistema”.

“Coligações nunca”, nem antes nem depois das eleições, é a ideia com que André Almeida parte para a corrida eleitoral. O candidato do CHEGA não exclui, porém, após o ato eleitoral, “algum tipo de entendimento escrito, eventualmente”.

André Almeida_foto A. Santos
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