Comissão Parlamentar de Saúde passou por Pedrouços (vídeo)

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Equipa da USF de Pedrouços

Abriram portas em Setembro de 2006 as primeiras Unidades de Saúde Familiar (USF). Surgiram no dia 4 de Setembro desse ano em Rio Tinto, Valongo e Condeixa. Menos de dois anos depois, a 25 de Fevereiro de 2008, é a vez da USF de Pedrouços ser inaugurada pela ministra Ana Jorge. E agora, em 2010, é esta unidade de saúde maiata que recebe a visita da Comissão Parlamentar de Saúde, encabeçada pelo ex-ministro Couto dos Santos. A incursão por várias unidades de saúde do Norte de Portugal aconteceu nos dias 18 e 19. Na segunda-feira, foi a vez da USF de Pedrouços, que está de “boa saúde”.

A caravana com os membros da Assembleia da República, que partiu da Câmara Municipal da Maia, tinha chegada prevista às 17h00. Sensivelmente uma hora depois do previsto, chegaram a Pedrouços o presidente da Comissão, Couto dos Santos, acompanhado por Maria José Nogueira Pinto, Defensor Moura, entre outros elementos do grupo de trabalho parlamentar. Foram recebidos pelo vereador da Saúde da Câmara Municipal da Maia, Nogueira dos Santos, pelo presidente da Junta de Freguesia de Pedrouços, Joaquim Araújo, e pela coordenadora da USF Pedrouços, Teresa Bragança.

A visita da Comissão Parlamentar de Saúde tem um regime fiscalizador e “calcorreou” várias unidades de saúde com vista à fiscalização das mesmas, depois do arranque do novo modelo de centros de saúde, há menos de quatro anos. A escolha de Pedrouços não foi por acaso. O presidente da Comissão Parlamentar, Couto dos Santos, considera a USF maiata como “uma das que melhor funciona e que tem actuado com o maior dos sucessos”. Impressionado com a visita a terras do Lidador, Couto dos Santos enaltece a “equipa de profissionais muito boa e empenhada” que compõe a USF de Pedrouços. Outro ponto que o presidente da comissão aponta como fulcral para o bom funcionamento do novo modelo de centros de saúde é a cooperação entre autarquias locais e as Administrações Regionais de Saúde. No caso da Maia, a ARS Norte. Entende Couto dos Santos que a estreita colaboração entre os dois organismos “só favorece os cidadãos” e que sem essa colaboração “a população não teria sido tão bem servida”. De resto, acrescenta o deputado que este entrave pode surgir noutros sectores. “Não só na saúde como noutras actividades, quando não há dinâmica entre autarquias locais e o poder central, quem sofre são as populações”.

Couto dos Santos enumera os benefícios das novas unidades de saúde. Caso flagrante na Maia, onde foram apresentadas estatísticas relativas à saúde dos maiatos. Nos vários indicadores, os números revelaram que os maiatos estão melhor de saúde quando comparados com a zona Norte e o restante território nacional. A apresentação, a cargo de funcionários da USF de Pedrouços, coordenada por Teresa Bragança, serviu de mote para Couto dos Santos considerar que na Maia e não só “as pessoas tenham um atendimento mais prático, a esperança de vida aumente e o país seja mais rentável, porque quanto menos doentes houver, mais se produz”, concluiu o presidente da Comissão Parlamentar de Saúde.

Pedro Póvoas