Crise reflectiu-se nas receitas dos municípios

0
159

A crise já se reflectiu nas receitas dos municípios portugueses, que encaixaram 2,21 mil milhões de euros em impostos durante o ano passado, o que representa menos 5,5 por cento do que em 2007. Isso reflecte uma quebra de 129,6 milhões de euros nas receitas.

De acordo com os dados que o Ministério das Finanças avançou a um jornal económico, a tendência deverá agravar-se este ano. Também a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) assegurou que essa tendência está a obrigar as câmaras a “rever os planos previstos”.

O presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, afirma que o município não ficou imune à crise e também sentiu uma quebra nas receitas. No entanto, garante que soube acautelar a situação. Mas “a crise ainda não acabou, vai continuar e acho até que vai piorar, infelizmente para todos nós porque o IMT (Imposto Municipal de Transmissões) baixou, a derrama baixou, baixaram também os pedidos de licenças porque não há construção, portanto, tudo está parado. É também por isso que há empresas que estão a falir porque a construção é um motor para quase todas as empresas”, referiu o edil.

A Câmara Municipal da Maia “acautelou” a situação, garante o presidente. Aliás, “até reduzimos ao nosso débito”. Segundo Bragança Fernandes, em quatro anos reduziram cerca de “25 por cento” à dívida, “o que é uma coisa histórica”, considera. Acrescenta que o executivo camarário continua a investir mas só naquilo que entende ser de primeira necessidade. Por exemplo, “na acção social temos feito um esforço fantástico, na educação temos feito um esforço fantástico. O que eu quero é que as pessoas se sintam bem e que não sintam tanto a crise e é isso que eu estou a tentar fazer”, conclui.

Isabel Fernandes Moreira