Deputada do PCP e eleitos locais da CDU verificaram problemas com obras no acesso ao aeroporto

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A deputada Diana Ferreira, acompanhada por eleitos autárquicos da CDU, visitou na segunda-feira, dia 17, a zona envolvente ao Aeroporto Sá Carneiro, onde teve oportunidade de avaliar os impactos e transtornos que as obras de alargamento daquela infraestrutura causam no quotidiano das populações da Maia e de Matosinhos.

Com o encerramento da passagem inferior existente em Vila Nova da Telha, a alternativa possível passa por um percurso de 15 minutos em transporte individual, sendo que demorará mais de 30 minutos por outros meios de transporte.

Uma situação que a CDU considera que dificulta «enormemente a mobilidade e a economia locais. Esta situação é tanto mais preocupante, quando as obras continuam a sofrer atrasos sucessivos com argumentos inaceitáveis, desconhecendo, até ao momento, quaisquer medidas para mitigar o problema de estacionamento e mobilidade dos trabalhadores do aeroporto, que salvo raras exceções, são obrigados a pagar o seu estacionamento para trabalhar», referem os elementos da CDU.

A comitiva de autarcas da CDU da Maia e a deputada no Parlamento reuniram, ao final da manhã de segunda-feira, com a direção do SITAVA (Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos), na qual foi possível confirmar que «a realidade da precariedade, o recurso ao falso ‘outsourcing’ e ao trabalho temporário, se tem vindo a intensificar, ao que se junta a realidade do trabalho noturno e por turnos, horários desregulados, numa degradação das condições de trabalho e dos direitos dos trabalhadores do aeroporto.»

Estes problemas laborais intensificaram-se «com a privatização da ANA Aeroportos, significando hoje, como foi transmitido ao PCP, que quem vem trabalhar para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro não tem perspetivas de progressão de carreira ou remuneração, tendo mais como certeza a precariedade, instabilidade, intensos ritmos de trabalho e baixos salários».

O PCP tem uma continuada intervenção nesta área, com propostas apresentadas, nas quais os seus eleitos garantem que vão insistir, não esquecendo esta realidade que constataram.