Direcção do PS Maia reage a entrevista de Marco Martins

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Jorge Catarino, presidente da comissão política concelhia do PS Maia

Após a entrevista a Marco Martins, ex-presidente da comissão política concelhia do PS da Maia, publicada na edição de 21 de outubro de Maia Primeira Mão, abordamos o atual líder desta estrutura, Jorge Catarino, convidando-o para uma entrevista.

Jorge Catarino recusou a entrevista. alegando não querer criar polémicas públicas, indicando que os órgãos do partido são o local apropriado para estes debates.

No entanto, esta semana Jorge Catarino solicitou a Maia Primeira Mão a publicação de um direito de resposta. Apesar do texto não corresponder às determinações legais do direito de resposta consagrado na Lei da Imprensa, consideremos pertinente fazer a sua publicação na íntegra.

A redação

Direito de resposta

A Direcção do PS Maia tomou a opção de não alimentar na praça pública as polémicas e especulações criadas nos últimos meses por um conjunto de militantes à margem do regular funcionamento do Partido Socialista. No entanto, perante a gravidade de algumas declarações e para esclarecimento público das mesmas, para além da defesa do Secretariado, da Comissão Política e, sobretudo, pelo bom nome do PS, irá fazê-lo agora.

A entrevista que o Vereador Marco Martins prestou no passado dia 24 de Outubro de 2016 constituí, em tom calunioso, vários enganos, quer para com os eleitores, quer para com os militantes do PS.

À data da sua demissão, o Ex-Presidente Marco Martins alegou motivos profissionais para o abandono das funções exercidas. Nesse sentido, é com admiração que os militantes do PS verificaram na sua entrevista que o verdadeiro motivo foram “forças de bloqueio internas”. Desconhecendo o que significam e não sendo concretizadas, muito menos nos órgãos internos do partido, é obrigação e responsabilidade do autor de tais afirmações elucidar todos os camaradas do verdadeiro teor das mesmas. Não o querendo fazer, perde perante os órgãos do partido toda a credibilidade. Estas declarações revelam ainda que mentiu deliberadamente na informação previamente prestada. Tal facto significa que dessa entrevista em diante os militantes do PS não saberão, justificadamente, separar a verdade da mentira.

É também referido na entrevista que o Vereador Marco Martins não se pronunciou sobre o manifesto promovido por militantes descontentes com o funcionamento do partido embora concorde com ele, não se querendo associar à forma como tal foi exposto na comunicação social. Esta declaração deverá ser esclarecida com os promotores do manifesto, visto que os mesmos reconhecem que não o teriam escrito sem a sua participação. É lamentável que o partido e a democracia avancem e alguns fiquem presos à ortodoxia do passado.

Relativamente à mediocridade de que o Vereador Marco Martins fala na sua entrevista, devemos relembrá-lo que os atuais órgãos do partido foram constituídos por si mesmo, do primeiro ao último nome, e que os mesmos lhe merecem o respeito de terem sido solidários em todas as horas. Estas acusações são de tal maneira graves e ofensivas que demonstram a falta de gratidão para com quem trabalhou, confiou e acreditou no projeto, na pessoa (e na personagem criada) do Marco Martins. Estes militantes e simpatizantes têm feito um trabalho extraordinário com provas dadas e são pessoas como estas, imprescindíveis ao partido, que nos dão a força e o alento para continuar o nosso projeto político de futuro.
Ser Presidente de uma estrutura concelhia não é fácil. Não podemos agradar a todos. Devemos premiar os que têm talento, qualidade e mérito, critérios indispensáveis para a constituição das listas do partido. São decisões difíceis, mas que devem ser tomadas com justiça. Claro que esta metodologia não agrada a todos. Mas o nosso caminho é e será este, sem ressurreições.

Queremos deixar claro aos militantes do PS que não compactuamos com o modus operandi vergonhoso e calunioso de que esta direção política tem sido vítima nos últimos meses. Não nos revemos no tipo de pressão transportada para a praça pública por parte de militantes que se autoexcluíram de participar na democracia interna do partido. Autoexclusão essa explicada pela falta de firmeza e determinação e pela falta de confiança nos seus próprios atos, pois se assim não fosse não se esconderiam atrás de manifestos na comunicação social.

Sabemos, no entanto, que os seus objetivos estão exclusivamente relacionados com o denegrir da imagem do PS junto da população e em fabricar fragilidades para que o PS Maia não obtenha os resultados desejados nas próximas Eleições Autárquicas. E tal encontra correspondência no facto dos promotores do manifesto nunca se terem indignado contra a maioria de direita que governa a Maia. Ao invés, participam nos seus jantares, e já tiveram a oportunidade de aplaudir o ex-Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho, fazem acordos com o PSD nas freguesias para aprovar orçamentos que lesam os interesses da população e são sectários relativamente às pontes que devemos estabelecer para uma governação autárquica responsável. Através destas manobras, tentam condicionar a atuação que esta Comissão Política tem levado a cabo com os órgãos máximos do Partido Socialista, no sentido de replicar a excelente governação do atual Governo no nosso concelho.

O PS Maia é um partido plural onde as divergências políticas sempre foram bem aceites. Funciona de forma articulada e cumpre os regulamentos e estatutos. Por isso não aceitamos nem aceitaremos lições de quem não convive bem com a Declaração de Princípios do PS.

Esta direção política tem feito um enorme esforço por tomar as decisões que em devido tempo não foram tomadas nem acauteladas pela falta de coragem e inaptidão do Ex-Presidente. Este secretariado decidiu apoiar o José Luís Carneiro à presidência da Federação Distrital do Porto e tomou a iniciativa de apoiar, quando mais ninguém no país ainda o tinha feito, em sede de Comissão Política, através de uma recomendação enviada à Comissão Nacional, a candidatura de António Costa a Secretário-Geral do PS. Este secretariado responsabiliza-se pelas suas decisões, o que em política vai desaparecendo.
Acrescentamos que o candidato do PS à Câmara Municipal da Maia será escolhido na devida altura e no devido lugar, por parte dos militantes que resolvam fazer parte da solução. E não abdicaremos do imprescindível diálogo com as estruturas superiores do partido para apresentarmos a melhor solução política aos eleitores maiatos.

Continuaremos a honrar os nossos compromissos para com o nosso partido, que atravessa um momento muito difícil ao tentar reverter as políticas com que a direita destruiu Portugal nos últimos 4 anos. Contamos com o esforço de todos para esta tarefa histórica. Quem não estiver disponível, que se cale ou que finalmente mude de partido.

O Presidente da CPC Maia,
Jorge F. Catarino