Empresa MaiaMac fechou as portas

0
162

A empresa MaiaMac encerrou as portas no dia 31 Julho, mandando para o desemprego cerca de 70 pessoas. Esta quarta-feira o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal da Maia, Silvestre Pereira, esteve junto à fábrica num contacto com os trabalhadores “que se viram em desespero de um momento para o outro e estão numa situação dramática”. É que, conta, “apenas na sexta-feira, foram informados que a empresa já não ia abrir mais as portas, já não havia mais trabalho para ninguém e sem nenhuma explicação”.

Silvestre Pereira recorda que a empresa estava numa situação de lay-off “muito de desconfiar, era um processo completamente inquinado”. “Suspeitávamos que provavelmente iria acontecer algo como um despedimento colectivo e era isso que estava na manga da entidade patronal”.

Na sexta-feira foi então feita uma comunicação verbal aos funcionários, foram-lhes entregues as cartas para o fundo de desemprego, contudo, as missivas estavam mal elaboradas. “Os trabalhadores ficaram ainda mais assustados porque quando chegaram ao centro de emprego a carta não era válida”. Conseguiram entretanto encetar contactos com a entidade patronal para que as cartas fossem reformuladas e os trabalhadores tivessem acesso ao subsídio de desemprego.

O bloquista lamenta que a empresa não se comprometa com nada em termos de indemnização, quando há, por exemplo, pessoas que trabalharam na MaiaMac, cerca de 30 anos. “Isto é uma situação que começa a ser recorrente dos nossos empresários, que utilizam todas as artimanhas para prejudicar os trabalhadores”.

Da sua parte o BE garante que vai continuar a dar todo o apoio possível aos trabalhadores porque “estão completamente desamparados, abandonados” e estão, pelo menos, a arranjar quem os ajude, quem os elucide sobre aquilo a que podem recorrer. Acima de tudo, “queremos que a empresa assuma e pague os direitos que os trabalhadores têm pelos anos de trabalho”, acrescenta.

E porque a empresa não tem comissão de trabalhadores, nem delegados sindicais, têm também ajudado a estreitar os contactos com o Sindicato dos Têxteis do Norte para que este lhes preste também algum apoio.

Isabel Fernandes Moreira