Estrada Nacional 13 reaberta 11 dias antes do previsto

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A antiga nacional 13, atual Av. D. Mendo, na Maia, já está completamente transitável.

O presidente da Câmara, António Silva Tiago chamou os jornalistas e, pelas 18h00, procedeu à abertura oficial da estrada, que havia aluído no dia 19 de janeiro.
Já está resolvido o problema do buraco na estrada nacional 13, depois de 19 dias, 11 dias antes do previsto para a obra ficar pronta.

A empreitada de 130 mil euros repôs a estrada e toda a estrutura no subsolo, por onde passa um curso de água. Anteriormente, a água era conduzida em baixo da estrada por uma conduta metálica, que o autarca explicou ter sido substituída por uma estrutura de betão armado ao longo das duas faixas de rodagem.

O aluimento tinha acontecido apenas numa das faixas – sentido sul/norte – com um buraco de cerca de 5 metros de diâmetro. Neste espaço de 19 dias, de acordo com o presidente da Câmara da Maia, foi colocada uma “passagem hidráulica em coletor de betão armado reforçado com um diâmetro de 1,5 metro, compactado e estabilizado o solo e colocado novo pavimento nos dois sentidos da estrada”.

Silva Tiago, no local, em declarações aos jornalistas, deu-se por satisfeito por ter conseguido que a obra ficasse pronta antes do tempo, agradecendo aos técnicos que se envolveram nesta empreitada e ao Secretário de Estado das Infraestruturas, que, após negociações, foi sensível a concretizar a solução, pedida pela autarquia, de suspender as portagens na A41, por onde foi desviado o trânsito, durante a execução da reparação da via.

Silva Tiago garantiu que houve um acordo para ser a Câmara a pagar à Ascendi as portagens de quem circulou na A41 neste período de tempo, neste desvio.

Hoje, António Silva Tiago, confrontado com críticas da oposição, bem como em resposta à pergunta sobre se a Câmara podia ter atuado mais rápido, indicou que “a entrega [da EN13 à autarquia] foi feita há décadas sem nenhum cadastro e que não se sabia que existia um aqueduto mal feito” no local.

“Agora fez-se uma obra digna e duradoura. Esta Câmara é muito responsável e os técnicos da Câmara são altamente competentes, além de que, além de ser presidente da Câmara, sou técnico, com formação superior e trato sempre estas questões com responsabilidade”, afirmou Silva Tiago.

O autarca rejeita que tivesse existido “risco” pois, explicou, “a Câmara estava a monitorizar diariamente a via e desviou o trânsito para apenas uma faixa de rodagem no sentido sul/norte quando foi detetada uma alteração no perfil do piso da faixa entretanto impedida”.

Na sua opinião, Silva Tiago considera que “esta até é uma obra hidráulica que pertence ao concessionário Ascendi. Embora a EN13 seja municipal, não é líquido que o aqueduto que aqui passa por baixo e foi colocado pelo Estado a seu devido tempo, seja propriedade da Câmara. Mas nós resolvemos e se agora acharmos que temos de mandar a fatura, mandaremos”.

Questionado sobre se pondera, então, responsabilizar o Estado, a Infraestruturas de Portugal ou alguma concessionária, António Silva Tiago, referiu apenas: “Os serviços jurídicos é que vão ver isso”.

O autarca garante que fez sentir ao governo, num encontro desta sexta-feira, dia 7, que o número de pórticos e portagens na zona deve ser menor.

“Estes problemas acontecem porque as estadas nacionais estão a ser maltratadas com trânsito. Ainda hoje pedi à senhora ministra da Coesão Territorial um modelo mais amigável nesta coroa metropolitana. Há pórticos e portagens a circundar a Maia”, disse António Silva Tiago, enumerando as autoestradas A28, A4, A3 e A41, que deveriam ser aproveitadas de forma “mais inteligente”.

A Câmara da Maia assegura que na rede viária concelhia “não existem mais situações semelhantes”, ainda assim estão a ser realizadas obras de reabilitação noutras infraestruturas “decorrentes de inspeções efetuadas”.

Uma coisa é certa, António Silva Tiago assegura que os maiatos “podem circular descansados nas estradas” porque a Maia “é um oásis e um excelente território para se viver”.