Francisco Louçã defendeu na Maia justiça na economia

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Francisco Louçã, economista e ex-coordenador do Bloco de Esquerda, esteve na Maia, no último sábado, para participar na iniciativa “um café com Francisco Louçã”, um debate em torno da economia, em busca de soluções para o país e para as cidades.

O debate, em modo informal, teve lugar no restaurante/confeitaria Miramaia, junto à Camara Municipal, e contou ainda com a participação do candidato à Câmara Municipal da Maia, pelo BE, Silvestre Pereira.
Louçã falou acerca da situação política atual, dos desafios que o país enfrenta no próximo ano e na necessidade de encontrar diálogo para a renegociação da dívida.

Para o Bloco de Esquerda, que integrou esta iniciativa na campanha para as eleições autárquicas 2017, discutir a justiça na economia é fundamental para uma melhor defesa do rigor e transparência na utilização dos fundos e bens públicos.

“São enormes as carências da população do concelho, nomeadamente no direito a uma habitação digna, no apoio à infância e ao ensino, na criação de infraestruturas públicas para seniores e idosos, na saúde e apoios sociais aos mais carenciados, na mobilidade, faltando uma rede de transportes públicos que sirva todo o concelho, e no ambiente, exigindo-se maior qualidade de vida das pessoas no nosso município”, frisou o candidato bloquista à Câmara.

As respostas para tudo isto, passam por uma “outra gestão, melhor, mais transparente e mais eficaz na aplicação dos recursos públicos, que a todos pertencem”.

“O Bloco luta por um Município mais igual e justo!”, é referido ainda numa nota de imprensa do BE.

Devolver o Rio Leça à comunidade

«O Rio Leça, onde os nossos avós e os nossos pais iam à pesca, faziam piqueniques ou aprenderam a nadar, é hoje um cano de esgoto.

As iniciativas desgarradas e sem continuidade que foram existindo ao longo dos últimos anos não resolveram o problema de base: não existem defesas permanentes da bacia hidrográfica contra os efeitos de um crescimento urbano desmesurado e caótico, nem planos de ação continuados e articulados intermunicipalmente que permitam salvar o rio e devolvê-lo à comunidade.

É esta contradição gritante, entre as potencialidades de um espaço de fruição natural ao longo do rio, que se pretende tornar conhecidas, e o estado de avançada poluição das águas e do leito e de abandono das margens, que pouco mais são que um matagal semeado de lixeiras pontuais, que se pretende denunciar», que motiva esta ação conjunta de ativistas do BE dos vários concelhos do curso terminal do Rio Leça e que se realizou no início do mês.

Para o Bloco de Esquerda é essencial que os concelhos abrangidos pela bacia do Leça (e muito em particular a Maia, Matosinhos e Valongo), «em articulação com o poder central (e visando também a utilização de fundos europeus para uma intervenção de fundo, e não apenas de cosmética pontual eleiçoeira), cheguem, num prazo curto de um a dois anos, à elaboração de uma primeira versão de um plano de ação conjunto, que estabeleça como meta conseguir-se a recuperação do Leça, continuada e sustentável, num prazo de 6 a 8 anos!»

No âmbito da campanha Autárquicas 2017, as candidaturas concelhias de Valongo, Matosinhos e Maia do Bloco de Esquerda realizaram conjuntamente, ao longo da manhã do dia 2, uma acção centrada no Rio Leça, com concentração em três pontos do curso do rio: o Parque da Soccer/Resineira, na Travagem, Ermesinde (Valongo); os Moinhos de Alvura/Ruínas da Maitex, em Milheirós (Maia); e a zona da Ponte da Pedra, Leça do Balio (Matosinhos).

Foram distribuídos panfletos e colocadas faixas com palavras de ordem, denunciando a situação «calamitosa do rio, que pode ser observada em todo o lado» e a ação terminou com um pequeno

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