Francisco Vieira de Carvalho explica, no Facebook, porque é candidato à câmara

0
384
Francisco Vieira de Carvalho

“A Maia, sempre!!”. É assim que Francisco Vieira de Carvalho começa uma publicação no seu perfil pessoal do Facebook, onde explica as razões que o levam a assumir a liderança da candidatura do PS à Câmara Municipal da Maia.

No texto, recorda a sua adesão ao PSD há cerca de 20 anos, “por acreditar nos ideais e nos princípios, mas acima de tudo nas pessoas que na altura lideravam o Partido, em especial em Marcelo Rebelo de Sousa”. Lembra ter ajudado o partido na Maia e participado em diversas campanhas. 
Num texto voltado para o passado, assume ter recusado vários convites para pertencer a listas autárquicas na Maia e não só, legislativas e a cargos públicos. Entendia que ainda não seria o momento ou que “poderiam não se coadunar com o rigor ético que, felizmente, me foi transmitido pelos meus pais”.

No texto, o ex-presidente do FC Maia assinala, no entanto, ter dedicado tempo à causa pública através da “política não remunerada” e da participação activa em associações culturais, sociais e desportivas, “permitindo-me, portanto, ser livre e independente quer na acção, quer no pensamento”.

Admite que o seu desprendimento do PSD começou em 2008/9, quando diz ter percebido que o PSD baseado “no cariz social e humanista de Francisco Sá Carneiro, estava extinto, e que tinha brotado uma outra forma de estar, completamente diferente, onde o serviço público era confundido com uma vergonhosa central de negócios e interesses”.
Deixou de ser militante ativo, não mais pagou as quotas e não participou em qualquer ação política.

“Os meus princípios estavam em conflito com o partido”, sustenta, justificando o passado. 
“Assim, sou (como sempre fui) livre e independente, não tenho amarras, em forma de ordens ou estatutos partidários (para obedecer), dissonantes com os meus princípios morais e ideais políticos. Cumprirei apenas aquilo que a minha consciência, os meus princípios e a minha ética ditarem”, acrescenta o candidato do PS.
Por fim, lembra que foi educado “a respeitar o cidadão, a causa pública, o bem comum”, e a defender a sua terra, “por isso esses meus princípios não podem ser trocados por interesses partidários ou particulares, por cargos ou dinheiro”.

Num texto onde não apresenta nenhuma base ou princípio das opções políticas que vai defender na campanha eleitoral para as autárquicas, Francisco Vieira de Carvalho termina citando o pai, Vieira de Carvalho: “O meu Partido é a Maia”.