JP da Maia analisou o estado da educação

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A Juventude Popular (JP) da Maia organizou na sexta-feira da semana passada, uma tertúlia subordinada ao tema “O Estado da Educação”. O objectivo foi incrementar o nível político dos jovens e, ao mesmo tempo, proporcionar uma reflexão activa sobre temas da actualidade.
Durante a tertúlia, que teve como oradores o deputado do CDS/PP eleito pelo círculo do Porto e presidente da JP, Michael Seufert e o presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Cláudio Carvalho, os jovens centristas fizeram uma reflexão sobre o porquê da Educação em Portugal, no sentido lato, estar em constante reforma.

Cláudio Carvalho colocou a tónica na “falta” de políticas de continuidade, nomeadamente no domínio da rede de ensino superior. Já Michael Seufert lembrou que “não é necessariamente negativo” fazerem-se constantes reformas na educação porque é uma forma de “não se eternizarem” eventuais erros que estejam implementados.
Quanto às bolsas de estudo, um assunto que a JP tem trazido para o debate público, o deputado popular referiu-se aos tempos de espera demasiadamente extensos para aprovação das bolsas de estudo. “Há quem chegue ao fim do primeiro semestre do ano lectivo e ainda não tenha recebido parecer sobre a sua candidatura”, denunciou Michael Seufert.

Por seu lado, o presidente da associação de estudantes, centrou-se na nova fórmula de cálculo das bolsas de estudo, que assenta na linearização do cálculo da bolsa de estudo em função do rendimento do agregado familiar. Aliado a isto, “o novo método contempla uma redução na atribuição de bolsas de estudo pela diminuição do rendimento máximo elegível do agregado familiar”. Assim, acrescenta Cláudio Carvalho, “ficam penalizadas as classes médias-baixas”.
A qualidade do ensino superior foi um assunto que também não ficou esquecido. Segundo os dados apontados pelo presidente da associação de estudantes de faculdade de ciências, “Portugal tem uma quantidade elevada de instituições de ensino superior, acima da média europeia, o que poderá levar a uma relação inversa com a qualidade do ensino superior”. Cláudio Carvalho considera que “falta coragem política no controlo da rede de ensino superior”.

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