JP da Maia concluiu volta ao concelho

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“Percorremos, paramos, vimos e sentimos as dezassete freguesias que desenham o nosso mapa municipal”. Foi assim durante pouco mais de um ano que a Juventude Popular da Maia sentiu o pulsar do município, numa verdadeira volta ao concelho. E sem ajudas de custo, como fazem questão de ressalvar, numa nota enviada à imprensa.

A iniciativa arrancou em Dezembro de 2009. Na altura, a estrutura entendeu que para se fazer política na Maia, “ainda que estejamos a falar a este nível dum concelho pouco atractivo e motivante”, era preciso conhecer. “A Juventude Popular da Maia é humilde e reconheceu internamente que não queria fazer parte deste cenário tradicional” de políticos que não conhecem o seu concelho.
Um dos objectivos prendia-se com o contacto com os executivos autárquicos. “Era uma obrigatoriedade a estrutura conversar com quem todos os dias sente verdadeiramente as gentes da Maia, cruza as suas estradas e ouve os seus problemas”.

A intenção, acrescenta o comunicado nunca foi a de “espiar ou selar acordos futuros”. “Fomos descomprometidos, como sempre”. Contactaram os 17 executivos. E mais de um ano depois, foram apenas recebidos pelos responsáveis políticos de Vila Nova da Telha, Barca, Folgosa, Pedrouços, Milheirós e Silva Escura.
Encontros que serviram para ver e sentir “as principais ameaças, potencialidades, fraquezas e oportunidades da Maia”. A JP garante ainda que sentiu o papel estratégico que o concelho pode assumir na Área Metropolitana do Porto nas mais diversas vertentes. “A Maia é, em alguns casos e poderá ser em muitos mais, muito mais que uma cidade dormitória que beneficia com o êxodo do concelho do Porto”. Considera ainda a estrutura que a Maia está “rodeada de boas oportunidades e contínua melhoria de qualidade vida”.

Reconhecem que hoje conhecem melhor o concelho de um ponto de vista que lhes permite discutir com verdadeira responsabilidade e conhecimento. Por isso, não têm dúvidas que são a estrutura política juvenil do concelho com melhores condições para falar sobre a redução do número de freguesias no concelho da Maia, uma redução com a qual concordam. “Aliás, há um ano que defendemos e dizemos isso e desde há uns meses que temos mais do que certezas. É preciso limpar, reorganizar e passar a pensar racionalmente optimizando recursos. O tempo do comodismo e do desperdício vai acabar”.
A JP garante ainda que, na devida altura, vai apresentar uma proposta “séria” para a reorganização política, administrativa e económica do concelho da Maia.

Isabel Fernandes Moreira