JS do Núcleo do Vale do Leça preocupada com futuro do Centro Cívico de Águas Santas

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Demasiado grande, caro, e sem acessos. Foram estes alguns dos aspectos negativos apontados pelos militantes socialistas que visitaram, no passado sábado, as obras de construção do futuro Centro Cívico de Águas Santas.
A visita foi promovida pela Juventude Socialista do Núcleo Vale do Leça. É a primeira de um conjunto de visitas que a JS pretende efectuar às freguesias abrangidas pelo núcleo (Águas Santas, Milheirós, Gueifães e Pedrouços). Têm como objectivo “perceber quais são os grandes problemas das nossas freguesias”, explicou o coordenador, João Torres.
A visita contou ainda com a presença de alguns elementos da JS e da secção de Águas Santas do PS e foi acompanhada pelo presidente da junta de freguesia, Carlos Vieira.

Entre todos, a opinião era unânime. Para além das obras estarem atrasadas, devido às várias alterações a que o projecto foi sujeito, o edifício é demasiado grande e financeiramente é “incomportável” em termos de investimento e manutenção. A obra deverá ficar por três milhões de euros. “Vai-se ter que rentabilizar este espaço. Vai ser um caso muito complicado que a junta de freguesia e a câmara municipal terão de resolver”, advertiu João Torres.

O Centro Cívico de Águas Santas é um projecto já com cerca de 15 anos. Para a altura em que o projecto foi idealizado, ainda sob a presidência de José Vieira de Carvalho, “seria o ideal”. Para os dias de hoje, “é impensável”, afirmou Carlos Vieira, presidente da junta de Águas Santas. O autarca eleito pelo PSD considera que o projecto é demasiado oneroso para o município e, por isso, manifesta-se preocupado com o futuro. “Estamos altamente preocupados. Para uma junta de freguesia é sempre preocupante em termos de orçamento, porque não temos muitas receitas. E para mais agora com os cortes que vamos ter, como é que vamos rentabilizar este espaço, como é que vamos sustentá-lo?”.

Durante a visita chegou mesmo a dizer que a Quinta do Corim ou a Quinta da Caverneira davam uma “excelente” junta de freguesia. “Sempre foi essa a minha ideia desde que vim para cá, mas não há nada a fazer, porque isto já está muito avançado. É
óbvio que para nós, era de muito mais agrado ocupar a Quinta do Corim ou a Quinta da Caverneira. Chegava-nos perfeitamente, era o ideal”, afirmou Carlos Vieira.

Composto por três estruturas independentes, o centro cívico está localizado em antigos campos agrícolas, na Rua Joaquim Vasconcelos. E foi construído sobre uma nascente de água. Quando chove, sobretudo no Inverno, a cave transforma-se numa piscina. A água já chegou aos dois metros e meio de altura, de acordo com um dos engenheiros responsáveis pela obra, que acompanhou a visita. Uma situação que se deve ao facto de não existir um local de escoamento da água. O problema será resolvido com a construção de um arruamento, que já está em projecto, que passará ao lado do edifício da junta e que irá ligar à Rua do Mosteiro. O novo arruamento permitirá escoar a água, por gravidade. A câmara andou vários anos em negociações com os proprietários do terreno por onde irá passar o arruamento, e ao que tudo indica, terá conseguido chegar a um acordo.

Para além do Centro Cívico de Águas Santas, os militantes socialistas visitaram ainda os lugares de Ardegães e Sangemil, e ainda as instalações dos Missionários do Sofrimento, instituição que desenvolve um trabalho na área social. A próxima freguesia a visitar será Milheirós.

Fernanda Alves