JS do Vale do Leça aponta falhas nos transportes públicos (vídeo)

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São várias as carências apontadas pelos jovens socialistas da Maia ao serviço de transportes públicos do concelho da Maia. Na passada quinta-feira, numa viagem promovida pelo Núcleo do Vale do Leça da JS em colaboração com a concelhia da Maia, dois grupos de militantes viajaram até ao centro da cidade em autocarros da STCP (61 E 600) e da Maiatransportes (10). A iniciativa tinha como objectivo, alertar a autarquia para as deficiências existentes no município em termos de mobilidade, e propor novos investimentos nos transportes públicos. Referindo que “nada tem sido feito” nesta matéria, João Torres, secretário coordenador do Núcleo Vale do Leça, apontava as várias falhas encontradas durante as viagens que efectuaram nos autocarros das duas transportadoras.

Começando pela Maiatransportes, João Torres afirma que foram encontradas “algumas deficiências”. “No seu interior, a falta de conforto, falta de climatização. Somos obrigados a comprar o bilhete dentro do autocarro, que fica por 1,45 euros. Os dois grupos combinaram sair às 09h00. O nosso grupo esteve 20 minutos à espera do autocarro da Maiatransportes. No total, a viagem demorou 45 minutos”, enuncia.

A viagem no autocarro 600 já foi “diferente”. “Foram mais eficazes. A viagem demorou 35 minutos, já com o tempo de espera. Mas mesmo assim, tivemos de apanhar dois autocarros. Não passa pela cabeça de ninguém ter de passar por São Mamede de Infesta, que pertence a Matosinhos. Não compreendemos esta situação”, referiu João Torres. Em causa está o transbordo que tiveram de fazer em São Mamede de Infesta, do 61 para o 600.

Porque é no centro da Maia que está localizado o Serviço de Atendimento a Situações de Urgência (SASU), João Torres aponta ainda as dificuldades nas ligações ao centro da cidade, à noite, que é quando este serviço está a funcionar, e aos fins-de-semana. Principalmente, para os munícipes de freguesias mais afastadas do centro, como Águas Santas ou Pedrouços. “Uma pessoa de Águas Santas ou de Pedrouços, porque foi o percurso que fizemos, que queria vir ao SASU, a partir das 21h00 ou 22h00 não tem autocarros. Isto é incompreensível”, lamenta.

A Juventude Socialista do Núcleo Vale do Leça, em colaboração com a concelhia da Maia, pretende sensibilizar o actual executivo da Câmara Municipal da Maia para esta problemática, já denunciada no passado, “e à qual a câmara não tem respondido de forma eficaz”. Aquela estrutura entende que “a falta de intervenção na melhoria das ligações de autocarro das freguesias periféricas está a afastar parte dos maiatos do centro do concelho, uma vez que as ligações com outros concelhos, como Porto e Valongo, são mais acessíveis e eficazes”. A prioridade dos jovens socialistas, e de acordo com João Torres é “insistir” nesta questão, “porque estamos a falar de famílias carenciadas que utilizam os autocarros, jovens e idosos. Temos de trabalhar no sentido de ajudá-los e tentar que o quotidiano seja mais eficaz para essas pessoas”.

Os jovens socialistas colocam ainda em causa a política que a autarquia tem vindo a seguir no que diz respeito a transportes. “Tem sido tudo menos eficaz. Veja-se o projecto dos TUM, constituído em 2001, e que a câmara da Maia não soube potenciar, de forma a resolver algumas necessidades nos transportes. A aposta em ligações directas e eficazes teria dado uma maior dinâmica a este projecto o que não teria levado à sua dissolução, como aconteceu recentemente”, consideram.
Com a dissolução dos TUM, a JS do Vale do Leça, “vê com apreensão o actual estado das ligações asseguradas pela Maia Transportes e pela STCP”. A falta de mobilidade no concelho é para a estrutura socialista um “problema efectivo”e sobre o qual a autarquia deveria ter um papel mais “pró-activo”.

Fernanda Alves