JSD insurge-se contra Francisco Vieira de Carvalho

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A JSD Maia emitiu esta sexta-feira, dia 14, um comunicado para comentar e corrigir algumas declarações escritas pelo vereador do PS/JPP, Francisco Vieira de Carvalho, na quinta-feira, na sua página de Facebook.

A propósito das recentes declarações do presidente da Câmara, Silva Tiago, que acusava o JPP de tentar “judicializar” a política, após o Supremo Tribunal ter devolvido à segunda instância o processo de perda de mandato, eis que o vereador da oposição no executivo maiato aponta o dedo e devolve as acusações: «as recentes declarações (de Silva Tiago) são um exercício de demagogia pura, na tentativa de confundir a opinião pública e branquear os alegados crimes pelos quais é julgado (e que já foi condenado por 3 Tribunais)».

E acrescentava a oposição: «Foi a Câmara que pagou as reversões pessoais a Silva Tiago, Mário Neves e Bragança Fernandes (e disso não há dúvidas, está em ata). Foi a vereadora Emília Santos que presidiu à reunião de Câmara onde os vereadores PSD/CDS tornaram isto possível (e disso não há dúvidas, está em ata). Adjetivar esta (alegada) usurpação de dinheiro público de processo “meramente administrativo” e que tudo não passa de uma “instrumentalização da justiça para fins políticos” é de uma imoralidade e de uma desfaçatez ignóbil. Isto assim não pode continuar!»

Francisco Vieira de Carvalho sustenta que não se trata de judicializar a política, mas sim de «moralizar a política na Maia».

Esta sexta-feira os jovens social-democratas mostram-se indignados e respondem em comunicado, na defesa dos políticos do seu partido.

A JSD diz que Carvalho falta à verdade quando afirma que «Silva Tiago foi condenado criminalmente por 3 tribunais, quando tal nunca aconteceu».

Quanto à afirmação de que o presidente da Câmara da Maia usa de “imoralidade e de uma desfaçatez ignóbil” ao afirmar «estarmos perante um processo meramente administrativo e de existir uma tentativa de instrumentalização da justiça para fins políticos. A verdade é que, mais uma vez, o Sr. Vereador Francisco está equivocado: o que está aqui em causa e o processo em curso nas instâncias administrativas é, como o nome indica, administrativo. Aliás, a perda de mandato determinada aos autarcas está somente relacionada com a subscrição pelos autarcas da proposta dirigida à Câmara Municipal da Maia».

Por outro lado, os jovens social-democratas não compreendem como é que «o Sr. Vereador Francisco» refere que pretende moralizar a política se, «ao longo do presente mandato tem realizado inúmeras acusações difamatórias e até injuriosas contra muitos eleitos locais deste município – algo que para meu espanto nunca foi alvo de procedimento criminal –, pervertendo todos os princípios éticos e morais subjacentes à vida pública e política».

O líder da JSD refere ainda outra acusação de Francisco Vieira de Carvalho no ponto 5 do comunicado dos jovens, que simplesmente citamos: «Na mesma publicação, o Sr. Vereador afirma que “não usamos o dinheiro dos Maiatos para pagar à imprensa e assim a manipular, nem a Advogados”. Apesar das palavras do Sr. Vereador constituírem, uma vez mais, acusações graves e ofensivas da honra de todos os lesados (inclusive dos próprios meios de comunicação social), vamos limitar-nos a usar os argumentos morais tantas vezes calejados pelo Sr. Vereador: é imoral que o Sr. Vereador eleito por um partido que está a ser investigado pelo Tribunal de Contas por ajustes diretos no valor de um milhão de euros a uma sociedade de advogados, cujo sócio é uma das figuras de relevo do próprio partido, use qualquer argumento desse género.»

De acordo com Daniel Bessa, presidente da JSD Maia, o vereador do PS/JPP «quer vestir a capa de justiceiro e, para isso, vive à custa do soundbyte fácil e barato (é criminoso para cima, arguido para baixo, usurpação de dinheiro para o meio), alimentando um justicialismo crónico que descredibiliza não só o município da Maia, como a Democracia».

Com a responsabilidade de «mostrar o caminho» aos jovens, de lhes «falar do futuro», a JSD resume no documento que, «passados quase 3 anos os maiatos podem afirmar que não conhecem uma única ideia a esta oposição. São profissionais a comentar processos judiciais e uns autênticos amadores a fazer política e apresentar opções e caminhos alternativos para a Maia.»