Juventude Popular da Maia preocupada com o Ensino Superior

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Fonte: Canva
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O ensino superior é um dos temas no que toca à educação, cujo estado atual preocupa a Juventude Popular.

«Passados cerca de 10 meses do primeiro confinamento que assolou o nosso país, muitas são as mudanças no nosso país em temas como emprego e economia, mas muitos outros temas se mantêm, como a passividade do governo e oposição e como a incapacidade de evoluir o sistema de ensino em Portugal.

Em 2020 as aulas por videoconferência foram um ‘trend’ sob a desculpa de ser impossível preparar de um momento para o outro um ano letivo online. Já estando em 2021 a solução é… não fechar o ensino superior», refere a Juventude Popular da Maia.

A JP analisa a situação desta maneira:

«As aulas no ensino superior são divididas em três tipos: teóricas, teórico-práticas e práticas, sendo que, atrevo-me a arriscar dizer, aulas teóricas são transversais a todos os cursos, ao contrário dos restantes tipos. As práticas requerem ensino presencial para a sua normal execução, ponto. As teórico-práticas, dependendo da sua natureza, poderão requerer ou não ensino presencial. As aulas teóricas são de possível realização de forma totalmente online, tendo ainda mais vantagens ao assim serem. E por online entenda-se não o remendo da videoconferência, mas ensino tutorial.

A questão é simples: quais são as vantagens de aulas teóricas totalmente online?

As razões são várias e igualmente simples de entender.

Em primeiro lugar permite aos alunos, na sua esmagadora maioria maiores de idade, decidirem quando têm as aulas. Isto facilita também a vida a alunos que têm atividades extracurriculares ou a trabalhadores estudantes em regime diurno», refere a JP Maia.

A nota da JP acrescenta: «temos os planos curriculares a serem cumpridos e ao ritmo planeado. Vídeos gravados são sinónimo de não existirem conversas paralelas, distrações dos professores quando alguém conversa na fila de trás, atrasos ou qualquer outro tipo de elementos que perturbem o funcionamento da aula. Não necessitam os alunos de nas últimas semanas de serem despachados com avalanches de informação por causa de um arranque de semestre lento, e isto quando esse ‘sprint’ final é suficiente para finalizar tudo.

Também podemos falar de professores passarem a estar mais tempo disponíveis. Para quê? Para os seus trabalhos de investigação, para dilatação das horas de atendimento e apoio ao estudo e, acima de tudo o resto, para em situações anormais como a atual crise pandémica, seja possível desdobrar turmas e os professores de aulas teóricas possam auxiliar os professores das aulas práticas nessas situações.

Por fim, porque torna o acesso ao ensino superior muito mais acessível. Vemos tanta preocupação em baixar o valor das propinas e para grande parte dos alunos isso é apenas uma gota num oceano de despesas. Ter aulas teóricas online pode ser o fator decisivo para a necessidade de arrendar casa e todas as outras despesas que sair de casa dos pais para estudar acarreta. E até para os que realmente necessitam de arrendar casa, passam a ter muitas mais casas disponíveis no mercado para o efeito».

A JP faz votos que 2021 «traga boas surpresas no que toca a forma de ver o ensino superior e que acordemos para a necessidade de o repensar.

Finalizo com um pedido, a todos os maiatos, que sintam a gravidade da situação que vivemos e que cumpram à letra todas as regras do confinamento. Preocupem-se mais em protegerem-se que a encontrarem lacunas nas diretrizes. Sejamos todos responsáveis para ultrapassarmos juntos esta situação que vivemos».

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