Álvaro Braga Júnior preocupado com falta de meios da PSP na Maia

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Quarenta e três efectivos da PSP para 50 mil habitantes da cidade da Maia. Esta foi a realidade que o candidato do CDS-PP à Câmara Municipal da Maia ficou a conhecer, esta terça-feira, na sequência de uma reunião com o comandante da esquadra da PSP da Maia. Álvaro Braga Júnior recorda que tinha dito na altura da sua apresentação que a primeira visita a efectuar seria à PSP.

O cabeça-de-lista dos populares já tinha uma ideia da realidade que se vivia na força de segurança, por isso “não quis deixar de cumprimentar quem, com enorme dedicação e com imensas dificuldades, procura desenvolver a sua actividade”. E durante a visita e consequente conversa com o comandante sentiu “as dificuldades”.

Em primeiro lugar, Álvaro Braga Júnior conta que, de 46 efectivos, a esquadra da Maia tem agora 43 porque cedeu três à Divisão da Maia, instalada em Águas Santas. “Naturalmente que nem sempre todos estes estão operacionais”, acrescenta. Por exemplo, neste momento estão dois agentes de baixa, por doença.

Por outro lado, quando estes 43 efectivos estão todos em pleno e ao serviço, têm que dar resposta a situações que envolvem um universo de três freguesias – Maia, Vermoim, e Gueifães – e cerca de 50 mil pessoas que habitam nessas mesmas três freguesias. “É um número extremamente reduzido e que só com a dedicação e entrega que a polícia tem dedicado a estes casos é possível responder a algumas coisas”, afirma o primeiro candidato.

Não menos importante, refere, e que também o sensibilizou é que enquanto, por exemplo, a esquadra da Maia tem um carro patrulha para as três freguesias, no concelho vizinho de Matosinhos, há um carro patrulha por freguesia.

Outro dos aspectos que Braga Júnior já conhecia e que lhe foi confirmado esta segunda-feira é que a PSP está em instalações que datam de 1991, o que “já são longos anos no meio de um prédio de habitação”.

O centrista sabe que a questão da segurança é da responsabilidade do ministério da Administração Interna, contudo entende que a câmara “não pode passar um dia sem pressionar para resolver esta situação”. Acrescenta ainda que a onda de violência “começa a ser preocupante, começa a aumentar”, que a Maia, não dentro de si, mas está rodeada de alguns focos muito problemáticos e obviamente com esta situação deficitária, a Maia e os seus habitantes passam a ser um terreno privilegiado para aqueles que vivem da marginalidade”, justifica.

Álvaro Braga Júnior reitera que apesar de não ser uma responsabilidade sua, a autarquia tem que continuar a insistir com o ministério da Administração Interna para que a situação seja invertida. “Não é uma responsabilidade directa da Câmara mas é uma disponibilidade absoluta daqueles que forem eleitos pelo CDS que todos os dias lutem para fazer com que a PSP da Maia passe a ter melhores condições, mais gente, logo mais capacidade de resposta porque devoção não lhe podemos dar nenhuma porque essa já têm”.

Braga Júnior quis começar pela PSP porque lhe pareceu “emblemático” fazê-lo, no entanto, nos próximos tempos vão seguir-se uma série de reuniões de trabalho com outras instituições. “Penso falar com o maior número de pessoas para também ouvir a opinião delas. Não há ninguém que seja dono da verdade e naturalmente com esta visita aprendi mais algumas coisas, como esta diferença gritante entre Matosinhos e a Maia no número de carros patrulha”.

Ainda esta semana, Álvaro Braga Júnior tinha agendado uma visita ao Jardim Zoológico da Maia, no entanto, por questões de saúde o périplo acabou por ser adiado para data a anunciar. Para já, o candidato popular afirma que tem algumas coisas a dizer ao presidente da Junta de Freguesia da Maia no sentido de não perder “aquele que é um dos distintivos do concelho”.

Isabel Fernandes Moreira