Maia ajudou reeleição de Sócrates

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José Sócrates foi reeleito secretário-geral do Partido Socialista (PS), Nas eleições realizadas na sexta-feira e no sábado Sócrates conseguiu 93,3 por cento dos votos, mais 10,59 por cento do que o obtido no acto eleitoral de 2009. Jacinto Serrão obteve 954 votos, Fonseca Ferreira 728 e António Brotas reuniu 257 votos.
A Maia manteve a tendência nacional, com “um apoio massivo e muito expressivo” ao secretário-geral reeleito, garantiu o presidente da Comissão Política Concelhia da Maia do PS, Hélder Ribeiro. “Houve um apoio praticamente esmagador ao camarada José Sócrates à frente do partido como também à frente do Governo do país”.

A votação nos outros três candidatos, acrescenta, foi praticamente sem expressão. No entanto, o líder do PS da Maia ressalvou a “pluralidade” de expressão existente na concelhia maiata.
Hélder Ribeiro acredita que a expressiva votação em José Sócrates também se prende com a forma como o Governo e o PS “está a ser tratado”, na relação com os outros partidos da oposição em particular com o PSD. “Está a haver uma falta de apoio e até uma irresponsabilidade. Os partidos da oposição não estão à altura do esforço que o PS e o nosso Governo têm estado a fazer no sentido de defender Portugal, defender o euro e a Europa”. Por isso, acredita que o resultado das eleições também expressa o sentimento dos militantes socialistas, sublinha o dirigente.

Uma votação expressiva que acredita ir acontecer em caso de eleições antecipadas.”Tudo indica que será assim, em democracia quando há dúvidas, quando se chega a um impasse, devolvemos a palavra ao povo, e temos eleições, isso não será um custo, será um investimento”.
Também no passado fim-de-semana decorreu a eleição para os delegados ao XVII Congresso Nacional do PS, a decorrer entre os dias 8 e 10 de Abril, na Exponor, em Matosinhos. A Maia vai estar representada com 15 delegados, todos afectos a José Sócrates. Em seis das sete secções da Maia apareceram apenas listas de apoio à moção de José Sócrates. Em Gueifães chegaram mesmo a aparecer duas listas afectas ao secretário-geral socialista. Na secção de Águas Santas surgiu ainda uma lista de apoio a Fonseca Ferreira, mas que não elegeu nenhum delegado ao congresso.

Hélder Ribeiro espera que seja um congresso participado, em que se discutam as políticas, as ideias, que se confrontem posições porque apesar de ser um apoiante da ‘continuidade’ do secretário-geral diz-se “um fervoroso adepto da pluralidade, da livre discussão, do confronto de ideias de que o partido seja um espaço de discussão e um espaço democrático”.

Espera ainda que seja um espaço em que cada militante deixe fluir o seu pensamento e faça a sua análise em relação à actual situação política, que aponte os principais desígnios que o Governo e o PS tem conseguido, mas também que faça as suas críticas e aponte os pontos menos conseguidos na governação socialista para que se possa melhorar. “Não podemos cair na falácia de que tudo o que nós fazemos está bem feito. Há sempre coisas a melhorar e só as podemos melhorar se as críticas forem construtivas e formos sérios nas análises que fazemos”, conclui Hélder Ribeiro.

Isabel Fernandes Moreira