Maia é “capital da portagem” afirma a JSD em comunicado

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equipa JSD 2020/22

A JSD Maia emitiu um comunicado em que critica o governo por ainda não ter abolido as portagens na A41. A aprovação do Orçamento de Estado (OE) para 2021 era a oportunidade, dizem os jovens social-democratas, para o executivo de Costa corrigir uma injustiça cometida para com os maiatos há 10 anos pelo governo de Sócrates. Mas, afinal, isso não aconteceu e a JSD clama: Maia é a “capital da portagem”.

No documento enviado à nossa redação, a JSD começa por recordar o que se passou em 2010: “uma medida completamente discricionária e sem qualquer sentido de justiça foi tomada pelo governo de José Sócrates, ao introduzir portagens nas ex-SCUT, nomeadamente na A41 – CREP e na A28 – Norte Litoral”.

Passados 10 anos, os residentes no concelho da Maia, “o tecido económico local e os milhares de automobilistas que diariamente entram e saem do município continuam a pagar a fatura desta decisão que cria na comunidade um sentimento de injustiça e desigualdade”.

A JSD pormenoriza: “Nesta autoestrada e num percurso de 14 quilómetros, 10 são portajados, sendo os maiatos obrigados a pagar para circular dentro do próprio concelho. Esta é uma medida desajustada que a todos afeta e os jovens não são exceção. A título de exemplo, alguém que vá do aeroporto Francisco Sá Carneiro para o centro da Maia passa em 3 pórticos (dois em Moreira da Maia e um em Vermoim), nos cerca de 7 quilómetros. O utilizador paga um total de 80 cêntimos, num automóvel ligeiro, isto se utilizar um dispositivo Via Verde”.

Além disso, esta situação resultou ainda no “congestionamento crescente da Via Norte (EN14/EN13)”, (…) “pelo que retirar as portagens da A41 em muito contribuiria para diminuir a pressão hoje existente na Via Norte e reforçar a segurança daqueles que circulam pelas estradas do concelho”.

A redução dos preços de portagens não é suficiente

Nos dias que precederam a discussão do Orçamento do Estado para 2021 o governo aprovou uma medida que prevê descontos nas portagens de algumas autoestradas a partir de janeiro de 2021.

Mas não é suficiente, entende a JSD, lembrando que a bancada do PSD na Assembleia da República, nomeadamente por parte da deputada maiata, Márcia Passos” chamou várias vezes a atenção que “o governo tinha agora – 10 anos depois – uma excelente oportunidade para repor alguma justiça na vida dos maiatos”.
Ainda assim, declara a JSD: “a única alteração que o governo propôs para a A41 diz respeito a um regime de desconto ao transporte de mercadorias e de passageiros”.

Por isso, os jovens referem que este OE é “mais uma oportunidade perdida para o governo reverter aquilo que é um grande fator de injustiça e desigualdade para os maiatos”.

A JSD exige a “abolição das portagens na A41” como única medida capaz de restabelecer justiça não só à Maia, mas a toda a região”.