Maia lembrou a Proclamação da República há 100 anos

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Foi com a encenação da proclamação da República que a Assembleia Municipal e Câmara Municipal da Maia assinalaram os 100 anos da República.

Daniel Monteiro, do grupo de teatro Sancti Martini da Associação JB encarnou, por alguns minutos, José Relvas que a 5 de Outubro de 1910 subia à varanda da Câmara de Lisboa para anunciar o fim da governação monárquica em Portugal. Instalada a República, os Pequenos Cantores da Maia entoaram o Hino Nacional, enquanto os presidentes da Assembleia Municipal e Câmara Municipal da Maia hasteavam a bandeira nacional, na Praça do Município. A sessão solene decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, e onde não estiveram presentes os vereadores do PS. De referir que, a cerimónia chegou a estar marcada para 2 de Outubro, mas na sequência do protesto dos vereadores socialistas, acabou por realizar-se no feriado nacional.

Seguiu-se depois, uma palestra pelo Prof. Dr. Eduardo Gonçalves com o tema “Da Monarquia à República: Ideias, Acção Político-Partidária e Propaganda”. A finalizar, foi inaugurada a exposição sobre o Centenário da República, patente no Fórum da Maia.

Para Luciano Gomes, a República chegou à Maia a partir de 1980, porque foi a partir daí que o município começou a sua caminhada de desenvolvimento, e foi também a partir desse ano que assumiu responsabilidades como autarca. Até aí, e de acordo com aquele responsável, Portugal viveu um longo período de decadência. “A República é uma afirmação social, é uma afirmação do povo, é uma afirmação dos que mais precisam, e nós na Maia quisemos dedicar este acto à gente que mais precisa”, salientou.

O “figurino” escolhido para a cerimónia, que não incluiu intervenções de qualquer das forças partidárias representadas quer na Assembleia Municipal quer no executivo da câmara, foi considerado por Luciano Gomes “o mais adequado”.
Sem referir nomes ou partidos, Luciano Gomes lamentou a ausência de “pessoas” com responsabilidades políticas por, ao que parece, não concordarem com o programa das comemorações do Centenário da República. “A Assembleia Municipal quando faz qualquer actividade reúne sempre os líderes dos partidos e apresenta-lhes o seu programa. Na apresentação do programa não houve nenhuma divergência, depois, chegou-me aos ouvidos de que A ou B não estaria, porque não concordava. Consideramos que é uma falta de responsabilidade”, referiu Luciano Gomes.

Fernanda Alves