Márcia Passos apelou a Ana Abrunhosa que não continue a “castigar os maiatos” com portagens. Ministra prometeu que não vai desistir.

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No âmbito da discussão do Orçamento de Estado na Especialidade, a deputada maiata, Márcia Passos, da bancada do PSD na Assembleia da República, participou de uma audição esta manhã à Ministra da Coesão Territorial. A deputada voltou a questionar o que está a ser feito para diminuir o impacto das portagens aos residentes e trabalhadores que vão para o concelho da Maia.

Márcia Passos começou por lembrar que a «ministra hoje começou por dizer: “Nas portagens temos mesmo que ir mais longe”. Não me irei pronunciar sobre os critérios adotados nas últimas medidas, as classes de veículos abrangidos, o número de vezes a partir da qual o utilizador tem um desconto. Na Maia não é disto que se trata e a Senhora Ministra, na audição de 19 de maio último, parecia que havia percebido, dizendo que o caso da A41 no concelho da Maia “não está incluído neste pacote do interior”, mas “está a ser tratado de forma especial”. Afinal, nada, nem um sinal desta manifestação de intenções».

A deputada social-democrata lamenta que o Governo continue a transformar a Maia na “Capital da Portagem” como lhe chamou a JSD-Maia no Comunicado emitido ontem e que, “com a autorização do Senhor Presidente, pedirei aos serviços para lhe fazer chegar”.

Recordemos os números: em 14 km, 10 km são portajados. Dentro do concelho, quem trabalha e reside na Maia é sobrecarregado com 4 pórticos para se deslocar dentro do concelho, um concelho que cada vez é mais procurado por jovens para iniciar a sua vida profissional.

“O seu Governo insiste em castigar os jovens, em castigar os residentes, em castigar quem trabalha na Maia, em castigar o maior parque industrial do país e o concelho que é reconhecido como um dos mais importantes centros de desenvolvimento de negócios do norte do país. Castiga-se o concelho mais exportador da área metropolitana do Porto. São 10 anos de castigo e o que lhe digo Senhora Ministra é que os maiatos não irão desistir. Peço-lhe que também não desista”, apelou a deputada Márcia Passos.

A maiata sublinhou na audiência com a ministra Ana Abrunhosa: “Queremos ser conhecidos e reconhecidos pelos patamares de excelência que, aos diversos níveis, existem na Maia. Mas Capital da Portagem, é tudo menos excelência; é desigualdade, é desequilíbrio, é injustiça e por isso, repito, não iremos desistir.”

Entretanto, a ministra não quis deixar de sossegar Márcia Passos, após a audiência, tendo referido por mensagem escrita que “estão em causa dois pórticos” e que continua a “trabalhar no assunto”. A ministra da Coesão Territorial assegurou que não descansará enquanto “não vier aqui olhar para a Senhora Deputada e poder dizer «cumpri»”.