Marco António Costa defende “uma nova geração de políticos” para o PSD (vídeo)

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Marco António Costa

Amanhã, sexta, decide-se o futuro do PSD e quem sucede a Manuela Ferreira Leite na liderança do partido “laranja”. Mudanças no partido avizinham-se. O presidente da Distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, o que importa é “o espírito de unidade que se irá construir no momento a seguir” às eleições directas. É o que espera Marco António Costa e não só. “Todos nós aguardamos que o partido se encontre consigo próprio”, acrescenta. Para o líder da distrital “laranja”, o PSD tem de ser uma alternativa credível ao actual poder socialista. Alternativa que, segundo a expectativa do responsável distrital, vai ser liderada por Pedro Passos Coelho.

Como em causa está “o interesse dos portugueses” e o “futuro do país”, Marco António Costa defende a construção de uma estratégia partidária para combater o actual governo, orientada por Pedro Passos Coelho, “o candidato que se tem apresentado de forma mais sólida”, considera o presidente da distrital “laranja”. No entender de Marco António Costa, Passos Coelho não está “para entrar em conflito com ninguém”. Considera também que “no dia a seguir às eleições Pedro Passos Coelho irá construir um espaço de convergência no partido onde todos terão lugar e todos serão chamados a colaborar”. Além do aparelho partidário, também a sociedade tem algo a dizer: “As pessoas começam a ver Pedro Passos Coelho como o líder do PSD e também como Primeiro-ministro de Portugal”, considera Marco António Costa.

Tolerância é a palavra-chave para a candidatura de Pedro Passos Coelho à liderança do PSD, avança Marco António Costa. “Uma enorme tolerância com todas as outras opiniões, uma enorme tolerância com as outras candidaturas, numa lógica que permitirá que o partido seja um espaço de tranquilidade”. Tranquilidade que contrasta com a crispação que vivem “outras candidaturas”, diz o líder da distrital Porto do principal partido da oposição. “Há picardias, há ajuste de contas, há alguma instabilidade nas outras candidaturas”. A de Passos Coelho “passa ao lado desses problemas”, considera Marco António Costa. Apesar dos confrontos internos, Marco António Costa espera que os restantes candidatos “se disponibilizem a participar nesta casa comum que é o PSD no combate aos nossos adversários”.

E depois desta sexta-feira, pode nascer o PSD credível que Marco António Costa deseja, depois de os “laranjas” terem falhado as últimas legislativas, embora tenham retirado a maioria absoluta ao governo Sócrates. “Não encontraram no PSD que concorreu às últimas legislativas a credibilidade necessária para o governo do país”, considera Marco António Costa. O cenário agora pode ser diferente, graças a “uma nova geração de políticos, da qual eu faço parte”, conclui Marco António Costa.