MEP acredita que “Melhor é possível”

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Sebastião Sousa Pinto é o cabeça-de-lista do Movimento Esperança Portugal (MEP) pelo círculo do Porto. O advogado de 38 anos foi hoje apresentado na Maia. Integra uma lista de pessoas do distrito que se estreiam na política, apostadas em trazer algo de novo para o país e, em especial, para o Norte.

A nova geração de políticos, considera Sebastião Sousa Pinto, pode atrair o eleitorado no dia 5 de Junho, para renovar a Assembleia da República, já que o movimento entende que “Melhor é possível”. Para isso, apresentam ideias “novas” e que vão de encontro às necessidades das pessoas.

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Neste momento “difícil e de crise”, em que “todas as pessoas estão desacreditadas da política”, a prioridade do MEP para estas legislativas são as famílias, com propostas como a criação do “Cheque Emprego Família” para agregados onde todos os activos estão desempregados. Propõe o movimento que as pessoas nestas condições possam celebrar um contrato de trabalho a termo numa instituição sem fins lucrativos. Às medidas propostas acrescentam-se a criação do gestor da “unidade de família” e da “tarifa familiar da água”, o cálculo do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) de acordo com o agregado familiar, o apoio ao arrendamento para famílias com três ou mais filhos, a cobertura total do ensino pré-escolar a partir dos três anos e médico de família para todos, até 2015. E numa altura em que o sobreendividamento paira sobre muitas das famílias portuguesas, o MEP defende o apoio à reestruturação bancária das dívidas.

Por falar em economia, e porque esta vertente já está prevista no programa de ajuda externa a Portugal, Sebastião Sousa Pinto diz que é preciso voltar as atenções para a coesão social, tendo em conta que “as famílias são o núcleo essencial”

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Criado há cerca de três anos, o Movimento Esperança Portugal já concorreu às legislativas de 2009 e ao Parlamento Europeu, tendo obtido a cabeça-de-lista Laurinda Alves quase 50 mil votos.

A 5 de Junho, o MEP concorre em todos os círculos eleitorais e quer eleger um a dois deputados para a Assembleia da República. Se assim for, admite Sebastião Sousa Pinto, “alguma coisa vai mudar”.

O que já mudou nesta campanha foi a forma de estar na política. Na sequência de uma petição lançada na Internet, apelando aos partidos para deixarem de receber do Estado a subvenção a que têm direito, apenas o Movimento Esperança Portugal abdicou desse apoio.

Marta Costa