Militantes da JP da Maia apresentam moções no congresso nacional

0
89

A Juventude Popular realiza, amanhã e domingo, em Guimarães, o seu XVII Congresso Nacional. E das seis moções sectoriais que serão apresentadas durante o fim-de-semana, duas são da autoria de militantes da JP da Maia, liderada por Eric Rodrigues (na imagem). Por isso, diz a estrutura em comunicado, que os dois documentos, que foram esta terça-feira apresentados à comunicação social, merecem da sua parte uma especial atenção.

A moção sectorial “Investir Direito” é subscrita por Carlos Pinto e alerta para os desafios e problemas actuais do investimento público. O documento não esquece a análise dos dois daqueles que são considerados os “grandes” investimentos públicos do momento: o TGV e o Aeroporto de Alcochete. A “Investir Direito” “discorda totalmente” dos dois investimentos, dos seus reais objectivos e do planeamento que foi feito.

Carlos Pinto defende assim na sua moção sectorial um investimento público estratégico, “com planos de acção bem definidos e capazes de se manterem fiéis a orçamentos previamente traçados”. Para o jovem popular, investimento público é “factor de crescimento económico e garante de uma significativa melhoria na qualidade de vida se for realizado com ponderação”.

A questão das energias renováveis também merece especial preocupação. O militante da JP da Maia aponta a actual demora no licenciamento de uma central de energia limpa como “repelente” do investimento privado. A moção sectorial faz ainda uma análise de problemas e define propostas de melhoria para as redes rodoviárias e ferroviárias e para os edifícios públicos.

A segunda moção, denominada “Coroar Portugal!” é subscrita por Manuel Oliveira. O documento caracteriza o centenário da República Portuguesa e a forma “anti-democrática” com que esta forma de Governo foi “imposta”, em 1910, ao povo português.

Com uma marcada conotação monárquica, Manuel Oliveira apresenta uma proposta concreta e objectiva neste congresso da JP no sentido de “abolir da constituição portuguesa o artigo que obriga todas as revisões constitucionais a respeitarem a forma republicana de Governo e a proposta de referendo à forma de governo vigente em Portugal – Monarquia ou República”.

Para o militante da JP da Maia, “é inaceitável a forma como se ignora e maltrata uma forma de Governo que durante mais de 800 anos guiou Portugal e possibilitou que hoje com orgulho possamos afirmar que somos portugueses”. Manuel Oliveira afirma ainda que um monarca é, ao contrário da figura do Presidente da República, “um árbitro imparcial na fiscalização do funcionamento das instituições democráticas, é supra-partidário, é garante e principal preocupado na união do seu povo e no desenvolvimento económico, social e político do seu país”.