Moção de Saudação ao 1º de Maio aprovada em Assembleia Municipal

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1º de maio de 1974 em Lisboa (Foto: Gerald Bloncourt / O Castendo/Le blog de Gerald Bloncourt)
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Na 2ª Sessão Ordinária da Assembleia Municipal da Maia, de dia 26 de abril, foi aprovada por unanimidade dos presentes uma moção de saudação ao 1º de Maio e aos trabalhadores.

A moção foi proposta pela bancada da CDU, a pensar precisamente neste dia 1 de maio, dia do trabalhador.

Carla Ribeiro, candidata à presidência da Assembleia Municipal da Maia, foi quem leu o documento na assembleia, afirmando que “as comemorações do Dia Internacional do Trabalhador e as justas reivindicações da classe trabalhadora fazem, nesta segunda década do século XXI, mais sentido do que nunca”.

“É necessária uma luta organizada dos trabalhadores”

A Moção de Saudação ao 1º de maio patenteou algumas das fragilidades da classe operária, que se acentuaram com a pandemia do covid-19. “Problemas estruturais nas relações de trabalho que já eram latentes – precariedade, baixos salários, ataques à contratação coletiva, à intervenção e organização sindical nos locais de trabalho assumem hoje, sob o efeito e a pretexto da pandemia, uma dimensão muito grave”.

“O recurso indiscriminado ao lay-off, a implementação dos bancos de horas e do teletrabalho, a desregulação dos horários de trabalho, a diminuição dos tempos das pausas, o ataque ao gozo das férias, mas sobretudo a facilidade com que foram despedidos milhares de trabalhadores com vínculos de trabalho precário e o encerramento de empresas sem aviso” são sinais de que “é necessária uma luta organizada dos trabalhadores”, alerta a Moção.

O documento conclui: “uma saudação a todos os trabalhadores em geral, e em particular aos trabalhadores ao serviço” do Município da Maia, “e aos que trabalham no Município, e que diariamente, no cumprimento das suas funções, continuam a mostrar o valor do Trabalho, do seu contributo para o desenvolvimento do país e da produção de riqueza”. Refere a “importância dos serviços públicos de qualidade”, determinando que estes são “merecedores de emprego com direitos, a salários e carreiras dignas, a boas condições de trabalho e a um futuro melhor”.

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