Mário Gouveia quer “vencer a batalha e governar a Maia a partir de Outubro de 2009”

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O Partido Socialista (PS) da Maia já deu a conhecer praticamente todos os candidatos aos órgãos autárquicos para as eleições de 11 de Outubro. Foi na sexta-feira da semana passada, durante um jantar que juntou cerca de 250 pessoas. Foram apresentados todos os candidatos à Câmara e Assembleia Municipal e a 14 das 17 Assembleias de Freguesia do concelho. Faltou apenas conhecer os protagonistas a Folgosa, Gueifães e a S. Pedro de Fins.

 

Depois do habitual atraso, as pessoas começaram então a sentar-se para o repasto. Como entrada foram servidos uns salgados. Seguiu-se um creme de legumes e rojões com ananás. Para a sobremesa foi escolhida uma fatia de bolo de chocolate, acompanhado de fruta laminada. Terminada a sobremesa era chegada a altura de se apresentarem os candidatos.

A voz ‘off’ começou a chamar os candidatos um a um. Começou pelas Assembleias de Freguesia. No final, feitas as contas, ficaram por subir ao palco os candidatos a Folgosa, S. Pedro Fins e Gueifães. O primeiro por questões de foro pessoal; o segundo porque ainda não há um nome definitivo. O processo ainda está em fase de conclusão. No caso de Gueifães, a decisão está para ser tomada entre o actual presidente Alberto Monteiro e o secretário coordenador da secção, Hélder Ribeiro.

Depois, chamou todos os candidatos à Assembleia Municipal da Maia. Começou pelos suplentes, que estavam em menor número. Chamou depois os 33 efectivos. Destaque para os primeiros nomes da lista, onde se nota o regresso da deputada da Assembleia da República, Paula Cristina Duarte, para o aparecimento do ex-líder da JS da Maia, Marco Martins em número dois, para o número quatro ocupado pelo coordenador concelhio da JS; João Torres e para o quinto lugar daquele que foi o cabeça-de-lista nas eleições de 2005, Andrade Ferreira..

Foi animado com a vontade de servir a Maia que Luís Rothes se dirigiu à plateia. “A Maia precisa de um PS consistente e precisa de um PS vitorioso”, afirmou. O cabeça-de-lista à Assembleia Municipal não poupou as críticas ao poder local, reafirmando que o PS é a alternativa “credível” e “necessária” ao “poder autárquica conservador”. “Estamos perante um executivo de direita sem desígnio e sem projecto, incapaz de responder às questões sociais. É o executivo das oportunidades perdidas”, de “total inoperância”. Criticou também os cartazes de propaganda ao PSD “pagos com o dinheiro de todos”.

Depois, voltou-se para o apoio a Mário Gouveia. “Estou certo que será o futuro presidente e que fará uma política de proximidade”.

Quanto à Assembleia Municipal, afirma que pretende novas condições “para que corresponda às exigências dos maiatos”. E apontou cinco propósitos, assumindo compromissos. A ser eleito, não quer gastar mais mas pretende trabalhar melhor. E já apresentou algumas acções que pretende implementar. Vai propor a criação de comissões de trabalho – uma para o desenvolvimento da cidadania e qualidade de vida das famílias; outra para o orçamento, urbanismo e oportunidades para o desenvolvimento. Rothes vai ainda propor que a assembleia municipal se instale em quatro zonas distintas do concelho porque “o poder deliberativo deve estar perto das pessoas”.

Seguiu-se a apresentação dos candidatos à Câmara Municipal da Maia. A ordem foi a mesma. Primeiro os suplentes, depois dos efectivos. São 11. O último lugar é ocupado por Diogo Silva, um elemento da Juventude Socialista. Aqui, nota-se o regresso de José Manuel Correia, que tinha sido vereador no mandato 1997/2001. Mantém-se Inês Rodrigues, que subiu para o terceiro lugar. E assistiu-se assim à despedida de Miguel Ângelo Rodrigues e Rogério Rocha.

As causas

Mário Gouveia começou a sua intervenção por recordar os resultados obtidos pelo PS na Maia, afirmando que os socialistas “valem mais do que toda direita junta. Mas isso não acontece nas autárquicas. Nas últimas, até se notou um aumento da abstenção. Mas para perceber essa tendência é preciso conhecerem-se as causas, refere o candidato. “Será que o líder da direita, que herdou o poder, é assim tão bom ao ponto de assustar os eleitores do PS a não irem votar?”, pergunta.

E, de seguida, não poupou críticas à mesma direita que tem ganho as eleições. “É responsável por uma Maia que parou face às dinâmicas que já teve”. Uma direita que prometeu “um Parque Maior no centro da Maia, o Hospital Lidador, o Instituto Superior de Saúde, o Campo de Golfe da zona Leste. “E o que fizeram? Nada”.

Em tom irónico, acabou também por enumerar algumas das coisas levadas a cabo por essa mesma direita. “Geriram interesses, o poder que herdaram, deixaram correr o dia-a-dia, sorriram muito para muita gente, sem ideias novas, sem projectos mobilizadores, sem visão de futuro, sem iniciativas que afirmassem a Maia, sem forças para captar empresas tecnológicas”, enumerou Mário Gouveia, acrescentando que também não tiveram capacidade para “afirmar a Maia” na Área Metropolitana do Porto.

O PS perdeu em 2005, justificou, “porque não foi capaz de passar a mensagem”. Por isso, garante que assume toda a responsabilidade pelos resultados conseguidos nas eleições deste ano. “O PS tem que ser capaz de esclarecer”. E afirmou que “só a vitória interessa em 2009”. É esse o objectivo “para governar mais e melhor a Maia, para ajudar mais e melhor os mais desfavorecidos, para ajudar mais e melhor os maiatos que mais precisam de nós”.

Tal como Martin Luther King, Mário Gouveia também tem um sonho, no qual acredita passa por “vencer a batalha e governar a Maia a partir de Outubro de 2009”.

Isabel Fernandes Moreira