Nuno Crato contacta com tecnologia e ensino do concelho da Maia

0
335
- Publicidade -


O ministro da Educação e Ciência esteve de visita à Maia, na sexta-feira da semana passada. Nuno Crato começou pelo Tecmaia – Parque de Ciência e Tecnologia da Maia, onde foi recebido pelo presidente do conselho de administração e presidente da Câmara Municipal, Bragança Fernandes.

Nuno Crato reuniu com responsáveis dos clusters da industria agro alimentar, saúde e mobilidade e industria automóvel, instalados no Tecmaia, um parque tecnológico que nasceu num período de crise que se apoderou da Texas Instruments e que levou ao encerramento da empresa, no início da década de 90, recordou o CEO do Tecmaia, António Tavares.

Depois, rumou até ao Ismai. Foi recebido pelos dirigente do estabelecimento de ensino superior do município e pela Tuna Académica e participou no lançamento da primeira pedra do futuro Complexo Desportivo do Instituto Superior da Maia.

O ministro mostrou-se honrado por lançar a primeira pedra do empreendimento e agradeceu o convite para visitar o estabelecimento de ensino. “Nada é mais grato para o ministro da educação do que saber que a iniciativa da sociedade civil, que a iniciativa de cooperantes, que a iniciativa de professores é uma iniciativa que resulta numa oferta educativa de qualidade, que tem sucesso, que se sustenta a si própria e que trabalha para os alunos terem elevados padrões de qualidade”, justifica.

Nuno Crato mostrou-se também grato por ter ouvido da parte dos responsáveis do Ismai a afirmação de que a avaliação é necessária. “Seja ela a avaliação da qualidade do ensino, dos alunos ou dos professores, seja ela a avaliação das política educativas é necessária para que todos nos tornemos melhores”.

O detentor da pasta da educação considera que há rectificações a fazer nas políticas da educação e na legislação, e comprometeu-se a trabalhar em conjunto, a “ouvir todos” para construir uma base legal que seja “simples, eficaz e que ajude as instituições a crescer”, sublinhou.

Na sua intervenção falou ainda da reestruturação curricular do ensino básico e secundário, um processo que está a decorrer “com a maior tranquilidade, com uma grande participação por parte dos professores e das instituições, associações sindicais, sociedades científicas”. Nuno Crato não pretende uma “revolução” mas sim “construir, pouco a pouco, soluções, indo a problemas centrais, mudando gradualmente mas seguramente aquilo que é necessário mudar na educação em Portugal”.

E o Ismai, sublinha Nuno Crato, pode ser apontado como um exemplo daquilo que é preciso fazer. “Há uma construção de uma comunidade em que os alunos participam activamente, há empenho de professores, há empenho de alunos, há uma variedade de oferta formativa que tem como princípio a qualidade e a generalidade da formação das matérias básicas, mas tem como princípio também a empregabilidade dos jovens que saem desta instituição”, justifica.

Isabel Fernandes Moreira

- Publicidade -