Os «maiatos nunca esquecerão» Belmiro de Azevedo

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O empresário português Belmiro de Azevedo morreu, esta quarta-feira, dia 29, aos 79 anos, no Hospital da CUF, no Porto, onde estava internado desde segunda-feira.

Belmiro de Azevedo nasceu numa aldeia do Marco de Canaveses em 1938. Foi, durante mais de 40 anos, presidente do Conselho de Administração da Sonae, tendo abandonado o cargo em 2015.

O empresário era, segundo a revista Forbes, o terceiro português mais rico de Portugal, com uma fortuna avaliada em mais de 1,3 mil milhões de euros.

O velório teve lugar ontem à noite, na Paróquia de Cristo Rei, no Porto. A missa de corpo presente decorrerá no mesmo local, esta tarde de quinta-feira, às 16h00, seguida de uma cerimónia fúnebre reservada à família.

Presidente da Câmara da Maia emite mensagem de pesar


António Silva Tiago, presidente do município maiato, refere na mensagem emitida esta quarta-feira que «o falecimento do Senhor Eng.º Belmiro de Azevedo é uma notícia que me entristece, sentimento em que sou certamente acompanhado por toda a comunidade concelhia da Maia».

O autarca salienta que «os maiatos nunca esquecerão» o facto de o empresário «ter escolhido a Maia para fazer da SONAE o projeto de sucesso que é hoje, e desse modo, ter contribuído de uma forma ímpar, para o nosso desenvolvimento económico e social, construindo um grupo empresarial sólido, coeso e dinâmico, que gerou riqueza e criou milhares de empregos, com pleno sentido da responsabilidade social que lhe cabia.

Um homem visionário, corajoso e genuinamente empreendedor, que sempre expressou livremente o seu pensamento económico e social, sem nunca se deixar condicionar.

Nesta hora de pesar, endereço à sua família e a todas as pessoas que integram a comunidade de trabalho constituída pelas empresas do universo SONAE, em meu nome pessoal e em nome da Câmara Municipal da Maia, a que presido, uma palavra de conforto e sentidas condolências».

Condolências do presidente da Distrital do PSD Porto


«Antes de mais, Belmiro de Azevedo era um Amigo que a vida me deu a oportunidade de privar de perto. Era um empreendedor nato que dedicou toda a sua vida à construção da maior empresa Portuguesa, a sua sempre SONAE», começa por referir Bragança Fernandes na sua mensagem de condolências, como presidente da Distrital do PSD Porto.

O social-democrata lembra na nota que fez chegar à nossa redação, as «origens humildes» de Belmiro de Azevedo, que considera um homem que «ficará para a história como um dos exemplos Portugueses de “self-made man” que a pulso, passo a passo, dia-a-dia, com o seu trabalho árduo, competência e uma enorme capacidade de liderança que aliada a uma invulgar e superior visão estratégica acrescentou sempre valor ao Grupo SONAE, ao concelho da Maia, à região e ao país».

Assim, Bragança Fernandes considerou que com a morte do empresário, «Portugal ficou mais pobre», mas fica vivo «o seu legado, a sua história de vida, que o tornou um dos maiores empresários Portugueses de sempre.

Esse legado imaterial de que, com muito trabalho, é possível vencer, criar milhares de postos de trabalho, que são fundamentais para o bem-estar social de todas as Comunidades em que o Grupo SONAE está presente, particularmente na Maia, onde está a sede do Grupo, ficará para sempre gravado na história da Maia e da Economia Portuguesa».

Por fim, Bragança Fernandes expressa à família Azevedo «sentidas condolências».

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