Nem todos os sindicatos estão silenciados

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Emília Santos
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A deputada maiata Emília Santos analisou as dificuldades com que se depara a PSP do Porto no exercício das suas funções e dá conta da denúncia da falta de meios feita pela ASPP/PSP.

Como elemento do grupo parlamentar do PSD na Assembleia da República, Emília Santos enaltece a luta destes sindicatos, sublinhando que nem todos se encontram silenciados:

«Uma análise fria à atual governação põe a nu quatro eixos de facilidade que permitem concluir que “António Costa tem mais sorte que juízo”.

A mais óbvia é a facilidade Institucional. O Presidente da República quer fazer um mandato de simpatias e, por isso, Costa beneficia de uma “anuência cúmplice”, tanto na governação como nas gaffes.

A facilidade conjuntural surgiu com o brexit. Esta Europa frágil teme outros ‘exits’, pelo que não pode nem quer impor aos Estados sanções por incumprimento. É a “oportunidade” única para o país fugir às obrigações económicas e reformistas.

A terceira facilidade visível é a da Herança. Depois de uma governação responsável e sustentável do PSD/CDS, Costa herdou um país sanado. Esse conforto permite-lhe agora descontrolar as contas públicas com medidas populistas.

A quarta facilidade passa pelo controlo dos sindicatos.Mesmo com a degradação das escolas, com o agravamento dos serviços públicos, nomeadamente hospitalares, os líderes sindicais vêm elogiar o governo, como se estivesse a trabalhar bem.
 
Com tudo isto, o executivo de António Costa consegue criar na opinião pública uma falsa ideia de folga orçamental e de serenidade institucional.
 
Felizmente, há instituições independentes que não calam a real situação do país. A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) denunciou a gritante falta de meios na PSP, em particular no Porto. Ficámos a saber que 50% das viaturas do Comando Metropolitano do Porto estavam inoperacionais, por falta de verbas para a respetiva reparação. Mais estranho: há profissionais de investigação criminal a usar “as suas viaturas particulares para fazer algumas diligências”. Agora temos polícias a pagar para trabalhar? É isso?!

Mas mais grave que tudo, a ASPP estima que este ano vai existir um défice de 500 elementos da PSP.
São dezenas de situações identificadas que colocam em causa a capacidade de resposta e a dignidade laboral de profissionais que merecem o nosso respeito. Não apenas porque nos protegem, mas porque o fazem com risco pessoal!

O constante desinvestimento que este Governo tem levado a cabo nas funções do Estado, designadamente na educação e na saúde, acontece também agora na segurança. Setor que deveria ser especialmente salvaguardado, pois dele depende a nossa segurança e a dos nossos bens. Tem poucos dias a notícia do desaparecimento de 57 armas de uso policial da sede da PSP nacional. Tal é revelador da ausência de meios, dos cortes levados a cabo e da falta de cuidado do Governo com os órgãos de polícia criminal.

E se piores coisas não acontecem, tal fica a dever-se à competência e ao espírito de abnegação dos nossos profissionais de polícia que, felizmente, têm sempre como prioridade o bem comum dos cidadãos que todos os dias protegem.

Quanto mais tempo vamos permitir que estas Mulheres e estes Homens continuem a fazer “omoletes sem ovos”?»
 

 

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