Passos Coelho esteve na Maia e acusou governo de ser “revanchista”

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Passos Coelho acusou o Governo de revanchismo

Cerca de 260 pessoas reuniram-se no jantar de Reis, no último dia 16, organizado pela distrital do PSD Porto, liderada por Bragança Fernandes, que assumiu o papel de um anfitrião popular e próximo dos dirigentes concelhios. O social-democrata trouxe o partido até à Maia, num encontro em que o convidado especial foi o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, que falou em “revanchismo” do Governo e a quem não perdeu a oportunidade de mandar recados, distanciando-se do que apelidou de “encantadores de serpentes”.

“Esta solução de Governo teve, em 2016, uma agenda profundamente revanchista. Afirmaram-se contra o Governo anterior, e em certas matérias acusavam o Governo anterior de ser o da austeridade, mas nós nunca deixámos que as pessoas se esquecessem que tivemos de fazer o que fizemos porque herdamos a bancarrota do Partido Socialista”, afirmou o presidente do PSD. Mas o caminho que o PSD conseguiu impulsionar e trilhar era de “crescimento económico e geração de emprego, de desanuviamento económico e social. Se hoje existe folga para um fogo de vista, isso também se deve aos resultados que o PSD alcançou, salientou. Quando o PSD deixou o Governo, o país já estava numa situação de retoma económica, adiantou Passos Coelho.

PSD quer ganhar maior número de mandatos possível nas Autárquicas

O ano de 2017 será intenso. A agenda autárquica vai dominar os trabalhos políticos e o PSD tem de estar preparado para apresentar as melhores equipas, avisou o líder da oposição.

“Nós levamos o nosso trabalho a sério e tentamos avaliar o trabalho que deixámos para trás. Há que continuar o bom trabalho e fazer novas escolhas com ambição. Estamos a trabalhar para chegar onde ainda não chegámos e estou confiante que chegaremos lá”, avançou Pedro Passos Coelho, que referiu ainda que “as eleições não se ganham só na campanha, há um trabalho de preparação que demora o seu tempo, é isso que faz um grande partido”.

Bragança Fernandes dará liberdade às concelhias na elaboração das listas

Foi também sobre as eleições Autárquicas que falou Bragança Fernandes, prometendo “total liberdade dos candidatos às câmaras municipais para fazerem as suas listas”, que não devem definir-se pelo “género ou idade”, mas sim pela “competência das pessoas”.

Apelando à união, Bragança Fernandes sublinhou que “queremos que os nossos projetos sejam consistentes e credíveis que não sejam mantas de retalhos. Por isso, cabe-nos a todos a responsabilidade de deixar de lado o nosso umbigo e contribuir para o sucesso do partido, que será o sucesso dos nossos concelhos e das nossas freguesias”. Depois de escolhidos os candidatos, o presidente da distrital ‘laranja’, sublinha que “temos a obrigação e o dever de estarmos todos unidos com essas candidaturas e não andar a semear tempestades”.

Recorde-se que PSD e CDS têm um acordo de princípio para as eleições de outubro de 2017, acordo esse que deverá funcionar no concelho da Maia, tal como aconteceu há quatro anos com a coligação “Sempre pela Maia”.

O líder distrital deixa o aviso à navegação para o distrito do Porto para que haja união e não se discutam intrigas políticas na praça pública: “este é o momento de estarmos todos unidos. Não podemos, nem devemos, perder tempo nem energias a cansar-nos com querelas internas”.

Angélica Santos