Paulo Ramalho: “Vitória de Passos Coelho foi inequívoca”

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“A vitória de Passos Coelho foi inequívoca e mais ou menos homogénea em todo o país, pelo que evidencia uma vontade expressiva dos militantes do PSD”. É desta forma que Paulo Ramalho, presidente da mesa do plenário do PSD da Maia, analisa os resultados das eleições directas do partido. Apoiante de Paulo Rangel, o também vereador da câmara recorda que Passos Coelho começou cedo a sua “caminhada” e confirmou a tendência, que já vai sendo tradição, “que candidato que fica em segundo lugar, nas eleições seguintes chega à liderança”. Esta década já aconteceu com Santana Lopes, Marques Mendes e Luís Filipe Meneses.

Com a convicção que seria a melhor opção, apoiou Paulo Rangel, que na Maia registou resultados dentro da média nacional. Já a lista de candidatos ao congresso afecta ao eurodeputado, acabou por ser a mais votada, elegendo quatro congressistas, contra dois da lista afecta a Passos Coelho. Bragança Fernandes, presidente da concelhia, admitiu, há uma semana, que terá ocorrido alguma confusão entre os militantes sobre quem era da lista A ou B.

Já Paulo Ramalho diz acreditar que os militantes “votaram em consciência e em perfeita manifestação da sua vontade”. “As listas estavam devidamente identificadas e todos os nomes que faziam parte das mesmas eram conhecidos no partido. Os militantes do PSD-Maia quiseram eleger Pedro Passos Coelho para líder do partido e quiseram que a lista encabeçada por mim elegesse um maior número de delegados ao congresso”, salienta, desdramatizando a situação e a não existência de uma lista de consenso. O congresso decorre este fim-de-semana, entre hoje e domingo, em Carcavelos.

Agora diz esperar que o novo líder seja tratado com lealdade e disponibilidade de todos os militantes para construir um projecto político alternativo ao actual governo.