Paulo Rangel defende “uma educação exigente, com disciplina e de rigor”

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Paulo Rangel esteve no ISMAI em campanha

O candidato à liderança do Partido Social-Democrata (PSD), Paulo Rangel passou, esta terça-feira, pela Maia, para uma acção de campanha. Começou no Ismai – Instituto Superior da Maia, onde ressalvou aquela que é sua a prioridade essencial: “uma educação exigente, com disciplina e de rigor para Portugal. E não uma educação de facilitismo e de estatística que é aquilo que o PS fez até agora”. Se for eleito, afirmou, pretende inverter a política de educação. “Julgo que devemos fazer uma ruptura com a política educativa dos últimos anos e em particular com as políticas socialistas”.
Os casos de violência nas escolas também o preocupam e considera que não podem ser vistos de uma forma simplista, nem com alarmismos “Têm de ser resolvidos de uma forma integrada na escola, mas uma escola de autoridade e disciplina contribui para evitar, com certeza, muitos casos de violência”.
Paulo Rangel considerou ainda “muito más notícias” para o país os números relativos ao défice do subsector do Estado, e que a seu ver mostram que as políticas que está o Governo e o PS estão a seguir “estão a falhar seriamente”. “Nós vemos aqui um agravamento de 40 por cento, vemos um agravamento sério relativamente ao ano anterior e, isto significa que o PS não está a ser capaz de Governar o país”.
O candidato ao PSD afirma ainda que o PS propõe uma política que diz ser “de correcção do défice” e “a verdade é que o défice se está a agravar”, sublinha. Por isso, não poupa a crítica ao Governo, ao primeiro-ministro, ao ministro das Finanças e ao seu Programa de Estabilidade e Crescimento. “Isto significa que as políticas que está a propor o PS não são as políticas adequadas para resolver a situação financeira do país. É isto que eu tenho dito a propósito do PEC e é isto que confirma a política diária do Governo. Os meses de Janeiro e Fevereiro foram, realmente, decepcionantes e criam uma grave dúvida sobre se o Governo está a conduzir o país para uma situação insustentável”, afirmou.
Se for eleito presidente do PSD Paulo Rangel garantiu que o principal “cavalo de batalha” será “a luta contra o agravamento da dívida em geral e não apenas no défice e também pela mobilidade social, isto é, pelo apoio para que as pessoas cresçam socialmente e para isso é preciso induzir crescimento económico. É o que tem falhado neste Governo porque concentra todos os recursos nas grandes obras públicas que de resto mantém, ao contrário do que disse e ao manter as obras públicas não há recurso para apoiar as pequenas e médias empresas ou as empresas que são exportadoras ou concorrem com as importações, portanto, não há uma política de crescimento económico, só há uma política de instabilidade que ”não está a dar resultado nenhum como se vê por esta falha”. Aliás, acrescenta Rangel que Teixeira dos Santos é “completamente” contraditório. “Andaram a criticar o PSD por chamar a atenção para o perigo grego em Portugal e é hoje ele que na Comissão de Finanças fala no perigo grego em Portugal”. O candidato à liderança laranja acrescenta ainda que o PEC, neste momento, e a atitude do ministro das Finanças são uma espécie de testamento. “Em vez de ser um documento para impulsionar o país para a frente é um testamento que o ministro está a querer deixar ao país”, afirmou.
Acrescenta ainda que Teixeira dos Santos não pode agora vir dizer que os que alertaram para o perigo grego estavam a prestar “um mau serviço ao país”. E desafia o Governo a explicar-se. Garante que se for eleito líder do PSD o país vai ter “sempre” uma oposição “firme e inabalável” ao PS, que obrigará o Governo a assumir as suas responsabilidades.
Ainda no Ismai e antes de uma conferência sobre Educação em que participou, Paulo Rangel assinou a proposta para filiação na JSD de alguns jovens, incluindo o presidente da Associação de Estudantes do Ismai, Ricardo Vilhena. À tarde, o candidato à liderança do PSD efectuou ainda uma visita ao Tecmaia – Parque de Ciência e Tecnologia da Maia.

Isabel Fernandes Moreira