Paulo Rocha afirma que houve democracia e clarificação na reunião do PS Maia

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Paulo Rocha
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Paulo Rocha, líder da Comissão Política Concelhia (CPC) do PS Maia rejeita as acusações feitas por Andrade Ferreira em Nota de Imprensa (NI), após a reunião de 6 de maio. De acordo com o líder socialista, a reunião da CPC foi democrática e esclarecedora e que em Democracia é preciso saber aceitar os resultados da maioria.

Recordamos que Andrade Ferreira, vereador no executivo eleito pela coligação PS/JPP, acusou Paulo Rocha de ter impedido a votação da sua proposta de candidatura de Francisco Vieira de Carvalho à Câmara, apontando que há “falta de cultura democrática no PS Maia”.

Instado pelo Primeira Mão a responder às acusações da NI, Paulo Rocha diz que não ficou surpreendido por este tipo de atitude, já que tem sido esta a «forma como parte destes senhores atuaram ao longo dos últimos dias e durante a CPC, tentando condicionar e perturbar constantemente os trabalhos da Mesa, do Presidente e do plenário, foi aquilo a que nos habituaram ao longo dos últimos anos. Muitos protestos, muitos casos, muita vitimização, muita reunião abandonada… basta fazer uma retrospetiva dos últimos 4 anos de atuação de alguns destes intervenientes para encontrar muitas semelhanças com aquilo que se passou na reunião da CPC».

Quanto aos ataques de falta de democracia, Paulo Rocha rejeita-os e explica que, pelo contrário, houve na reunião da CPC «dois momentos de clarificação. Dois momentos em que os Comissários Políticos Concelhios do PS tiveram a oportunidade de deixar claro o rumo que pretendem seguir».

PS rejeitou um candidato independente que esteve os últimos 15 meses sem dialogar com o PS

E de acordo com o líder da CPC do PS, o primeiro desses momentos foi quando «a CPC rejeitou uma proposta de apoiar um candidato independente que, já em abril, apresentou a sua candidatura à Câmara Municipal da Maia, sem nunca, ao longo dos últimos 15 meses, dialogar com o PS».

O dirigente socialista considera que «a apresentação dessa candidatura, de alguém que já se tinha assumido como candidato, levantaria um problema de forma, ao abrigo dos Estatutos do PS e do seu regulamento eleitoral, dada a dupla formalidade de candidaturas, o que não é permitido».

O segundo momento a que Paulo Rocha se refere aconteceu quando «a maioria dos Comissários Políticos votaram expressivamente a designação da cidadã Teresa Almadanim como candidata do PS à Câmara Municipal da Maia».

São, por isso, infundadas quaisquer «críticas de falta de democracia», acrescentando até «o facto de terem ocorrido duas votações na CPC, clarificando estas, sem margem para dúvidas, a vontade e qual o caminho que a PS pretendeu seguir».

O problema, frisa Paulo Rocha, é que há quem não aceite que «Democracia é saber aceitar os resultados», como «alguns desses intervenientes» que «deixaram de saber discutir e pensar política para se centrarem apenas em questões formais, jurídicas e afins. A política não é isso e muito menos a democracia».

Foco do PS é a candidatura com uma pessoa «séria, honesta…» (Teresa Almadanim)

O líder do PS Maia não considera que o partido saia fragilizado com estes desaguisados, sublinhando que «o foco do Partido Socialista, neste momento, é o de apresentar aos maiatos um grande projeto, protagonizado por uma candidata séria, honesta, com um currículo pessoal, académico e profissional soberbo, transparente, e que trará à Maia uma nova ambição e um humanismo que muito falta neste concelho».

Quanto a «alguns intervenientes» poderem estar desesperados e quererem fragilizar o PS com estes episódios, Paulo Rocha entende que «as atitudes ficam com quem as toma e julgo que se alguém sai disto fragilizado são essas pessoas e não o Partido, uma vez que são uma minoria».

Em 2020, Paulo Rocha apresentou uma candidatura à Concelhia do PS da Maia com o lema “Valorizar o PS, Vencer a Maia”, tendo sido escolhido, no dia 1 de fevereiro de 2020, pela maioria dos militantes como o Presidente da Comissão Política da Concelhia da Maia do Partido Socialista. Assim, frisa, «todos os militantes que acreditaram neste projeto poderão agora verificar que o Partido Socialista da Maia está, desde essa data, e continuará a estar valorizado».

Agora, na Comissão Política Concelhia de 6 de maio, Rocha apresentou a proposta da cidadã Teresa Almadanim para ser a candidata do PS à presidência da Câmara Municipal da Maia. Mas, como destaca o líder socialista, não se tratou apenas de uma proposta sua, tendo sido «subscrita por 5 dos 6 Secretários Coordenadores do Partido Socialista, pelo presidente de Junta da Freguesia de Águas Santas, pelo presidente da Assembleia de Freguesia de Águas Santas, pela Juventude Socialista, pela maioria dos membros eleitos da Comissão Política Concelhia, e por militantes, que pese embora não façam parte da Comissão Política, também se reveem nesta candidatura e que continua a passar pela Valorização do PS Maia e que culminará na vitória nas eleições autárquicas de 2021».

Recordando que o 25 de abril de 1974 nos trouxe a liberdade de decidir sobre as nossas vidas, Paulo Rocha que Andrade Ferreira, «que foi derrotado nas eleições internas do PS, em 2020, onde apresentou um projeto que assumia a candidatura do Sr. Francisco Vieira de Carvalho, e que agora voltou a ver rejeitado, naturalmente, pelo PS essa possibilidade, ainda não conseguiu assimilar que a Democracia é mesmo assim, a maioria vence».

Naturalmente, agora que «o Sr. Francisco Vieira de Carvalho» apresentou em abril de 2021 «a sua candidatura à Câmara Municipal da Maia», Andrade Ferreira também «será livre de fazer as suas escolhas».

Paulo Rocha reafirma que a candidatura do PS, «com uma candidata forte, íntegra» será «um projeto vencedor».

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