Paulo Rocha diz que apostar na candidata Teresa Almadanim é valorizar o PS Maia

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O líder do PS Maia, em entrevista ao Primeira Mão, considera que as Autárquicas de há quatro anos foram a grande oportunidade falhada de o partido chegar à presidência da Câmara Municipal local. O PS entrou numa coligação que desvirtuou os princípios do partido e apoiou um candidato (Francisco Vieira de Carvalho) que, na gestão da oposição, apenas olhou para o seu umbigo. Por isso, a concelhia do PS opta agora pela candidatura orgulhosamente só e aposta numa candidata (Teresa Almadanim) “íntegra, com um perfil pessoal, profissional e social reconhecido”.

Porque avança o PS sozinho para as eleições Autárquicas?

Quando me candidatei a presidente da Comissão Política Concelhia (CPC) do PS da Maia apresentei um projeto alternativo àquele que vinha sendo seguido. Esse projeto assentava sobretudo na valorização do PS e afirmava a vontade de apresentar aos maiatos um projeto autárquico onde o PS fosse o centro desse projeto, a principal referência e onde fossem afirmados os valores e os princípios do partido.

No nosso projeto não era descartada a hipótese de existirem coligações, mas afirmamos sempre que, a existirem, essas teriam de ser efetivamente uma mais-valia, tinham de fazer sentido aos olhos dos maiatos e teríamos de ter sempre o PS como a referência dessa coligação, devendo ser a representatividade das diferentes forças políticas proporcional ao seu verdadeiro peso eleitoral.

Para além disso, um projeto de coligação teria de ter uma aceitação ampla das bases do Partido e haver um respetivo reconhecimento amplo das virtudes e valores.

Francisco Vieira de Carvalho seria o candidato encarado como natural por muitos dos que se identificavam com a coligação PS/JPP. O que leva a CPC do PS a não querer dar continuidade a um rosto que contribuiu para dar quase uma vitória há 4 anos na Câmara da Maia e aumentar a presença nas freguesias?

A pergunta parte de um pressuposto errado e que esteve na base daquilo a que levou a maioria do PS, já em 2020, aquando das eleições internas, a iniciar um projeto diferenciador. Passo a explicar: a Coligação feita há 4 anos hipotecou em grande parte aquilo que são os valores e os princípios do Partido Socialista. A escolha de um candidato identificado com a direita, que militou ativamente no PSD, com um legado que o PS combateu ao longo de vários anos, com a coligação com um partido político que serviu para receber pessoas descontentes do PSD e do CDS, abriu no PS uma grande divisão.

Uma escolha destas, com as consequências internas que teve, num momento de mudança de ciclo na Maia, com um candidato do PSD com pouca popularidade, num momento positivo a nível nacional do PS (que acabou por se verificar na noite eleitoral com uma vitória estrondosa a nível nacional) só podia ter um resultado: a vitória do PS na Maia. E não foi isso que aconteceu!

Portanto, aquilo que a pergunta apresenta como um facto aparentemente positivo, considero-o sim um facto altamente negativo e uma oportunidade perdida. Dada toda esta conjuntura e a forma como o PS foi hipotecado, a vitória era o único resultado possível para explicar tal escolha e tal projeto. Mas isso não aconteceu e logo, nesse momento, se percebeu que os maiatos não compreenderam que o PS tivesse abdicado dos seus princípios e valores e tivesse desistido de apresentar um projeto próprio para a Maia.

A isto juntou-se o facto do Francisco Vieira de Carvalho ter mantido uma atuação muito individualista da ação da oposição, mais preocupado em construir um projeto em torno de si próprio, ignorando o PS e recusando-se a dialogar com o PS Maia.

O que leva o PS Maia a escolher Teresa Almadanim como candidata à CMM?

No cenário existente, uma candidatura de valorização do PS só seria possível com um candidato à Presidência da Câmara Municipal da Maia forte, que pudesse potenciar o resultado eleitoral do PS e que aportasse ao projeto político a apresentar à Maia valor acrescentado.

Para além disso, o PS teria de apresentar à Maia um candidato íntegro, com um perfil pessoal, profissional e social reconhecido e que fosse identificado pelos maiatos como um perfil de um autarca moderno.

A Teresa Almadanim, pelo seu percurso profissional, social e familiar retrata bem esse perfil de autarca moderno, vencedor e com um conhecimento nacional e internacional soberbo que permite abrir para a Maia um caminho de diferenciação e de desenvolvimento.

A Teresa Almadanim junta a tudo isto um perfil social sólido, de envolvimento em causas humanistas e de uma identificação clara com os princípios e valores do Partido Socialista. Só um candidato com um perfil deste género é que poderia ser olhado como alternativa para a construção de um projeto de valorização do Partido Socialista e, agora, ser aceite pelos maiatos como um perfil de valorização e desenvolvimento para a Maia.

O PS, com a Teresa Almadanim, apresentará à Maia uma candidatura renovada, inspiradora e com o dinamismo necessário à construção de um projeto diferenciador e de desenvolvimento. Uma lufada de ar fresco e o ímpeto necessário para que a Maia se liberte de um projeto obsoleto, fechado sobre si mesmo, e incapaz de inovar, que é o projeto do PSD e do atual presidente, António da Silva Tiago.

Mulher e profissional com carreira credível foram aspetos do perfil que pesaram na opção em oposição a candidatos com um perfil menos correspondente a uma carreira profissional consistente?

O perfil credível do candidato era uma caraterística fundamental à escolha do mesmo. Numa autarquia com uma transparência da ação política que muito deixa a desejar, com quatro anos de mandato muito centrado em casos judiciais, o candidato do PS tinha de ser uma figura imune a tudo isto e com um perfil íntegro e credível. A Teresa Almadanim para além de assegurar este pressuposto, assegura ainda a premissa da dignificação da classe política, que tanto é reclamada nos dias de hoje pelos eleitores.

A sua carreira profissional e o seu percurso pessoal e social são inspiradores e caraterizam bem o modelo de sucesso da nossa sociedade, não tendo dúvidas algumas que é o perfil certo para alavancar a Maia e dar orgulho aos maiatos. O PS tem orgulho na candidata apresentada e tem orgulho pela Teresa Almadanim ter aceitado o desafio que lhe foi proposto pelo PS Maia. Para que não existam dúvidas, o convite à Teresa Almadanim saiu do interior do PS, dadas as relações já existentes com a candidata e pela afinidade demonstrada com os nossos princípios e valores. Tudo o resto que por aí se diz é maledicência de quem tem dificuldade em aceitar que o PS conseguiu encontrar uma solução vencedora.

O seu lema foi a união do PS Maia. Acredita que até às eleições os socialistas na Maia vão conseguir cerrar fileiras para otimizar o resultado?

Não tenho qualquer dúvida disso. Quando a candidatura do PS estiver no terreno e quando cada vez mais maiatos puderem contactar com a nossa candidata e com o nosso projeto e testemunharem as virtudes da nossa candidatura isso acontecerá com naturalidade. Percebo a sua pergunta, até pelo histórico do PS, mas hoje, ao contrário do que aconteceu há 4 anos, o PS apresenta um projeto de afirmação e de valorização própria, que em nada descarateriza a nossa matriz, pelo que, naturalmente, e dado o perfil da candidata, a grande maioria dos socialistas estarão ao lado deste projeto.

Tendo em conta que a margem de vitória do PSD/CDS há 4 anos foi de cerca de 2500 votos deixando a coligação PS/JPP em 2º, a fasquia nestas eleições é elevada. Menos que uma vitória será por si encarado como uma derrota pessoal e política?

Como referi anteriormente, há 4 anos devíamos ter ganho e toda a conjuntura era favorável, não fosse a descaraterização do projeto apresentado. Estou convencido que com uma candidatura natural saída do interior do PS teríamos ganho as eleições autárquicas. Portanto, aquilo que estamos a fazer hoje é recentrar o projeto do PS e apresentar aos maiatos uma solução íntegra, forte e valorizada que oferecerá à Maia um projeto alternativo diferenciador e rejuvenescedor.

Estes últimos 4 anos deixaram bem claros que a Maia necessitava de um projeto diferente, de uma dimensão política e humana muito distinta daquela que hoje existe, e é, por isso, que apresentamos esta candidatura forte, de esperança, que dignifica a política e que orgulhará a Maia e os maiatos e, por isso mesmo, uma candidatura vencedora.

Objetivo do PS em relação às freguesias?

O mesmo da Câmara Municipal. Apresentar candidaturas dinamizadoras e que em conjunto com o projeto para o concelho se apresentem como candidaturas vencedoras, que defendam a transparência da ação política, contribuam para resolver os problemas de falta igualdade de oportunidades entre freguesias e que, num movimento coletivo ajudem na construção de um território de referência.

No que respeita ao cabeça de lista à Assembleia Municipal (AM) já está definido? E às Juntas de Freguesia?

Ainda não estamos em condições de divulgar o cabeça de lista à AM. É um processo que está em discussão interna e no seio da candidatura, mas que em breve será anunciado. No que respeita às Juntas de Freguesia teremos a recandidatura natural do Miguel dos Santos a Águas Santas, por forma a continuar o excelente trabalho desenvolvido.

Quanto às outras Freguesias estamos a preparar todos os projetos para serem submetidos à ratificação da Comissão Política Concelhia e estamos contentes com os contactos já desenvolvidos, os quais me têm reforçado a certeza de que estamos a seguir o caminho certo e a apresentar à Maia uma solução global vencedora.

O PS vai abrir as candidaturas a independentes tentando uma maior abrangência das candidaturas?

Sempre que qualquer cidadão independente se reveja nos nossos princípios e valores e se apresente como uma mais-valia estaremos sempre disponíveis para o aceitar e apoiar, aliás à semelhança daquilo que acontece com a candidata à Câmara Municipal da Maia.

Um projeto vencedor e agregador tem de ter uma abrangência significativa e ter a aceitação da maioria dos eleitores, pelo que esse trabalho deve começar o mais cedo possível; logo cidadãos que se identifiquem com o projeto e o queiram apoiar, desde a primeira hora, dando o seu apoio e integrando o mesmo serão bem-vindos.

Quando se prevê a apresentação pública dos candidatos?

Vivemos um ano atípico e com necessidade de adaptação nas formas e modelos tradicionais de campanha. Contudo, estamos a trabalhar para que em junho possamos apresentar, a par com a Teresa Almadanim, o candidato à Assembleia Municipal e os candidatos às Juntas de Freguesia.

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