PCP trouxe Ilda Figueiredo a Águas Santas

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Ilda Figueiredo
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O PCP da Maia trouxe a antiga deputada europeia Ilda Figueiredo a um debate público, que reuniu cerca de 40 pessoas na Junta de Freguesia de Águas Santas.

A iniciativa em que participou a vereadora da Câmara de Viana do Castelo e membro do Comité Central do PCP insere-se na preparação do XX Congresso do partido, que exige o debate e preparação de teses para o Projeto de Resolução Política que os comunistas irão levar à aprovação da reunião magna a 2, 3 e 4 de dezembro, em Almada.

Dada a sua experiência no Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo veio dar o seu contributo à discussão das matérias relativas à União Europeia, cuja integração é considerada pela ex-deputada europeia de “elementos perturbadores na situação nacional, nos últimos 30 anos essa é uma realidade que se tem vindo a refletir de um modo, no nosso ponto de vista, profundamente negativo para o país”.

Ilda Figueiredo crê até que é o pensamento da maioria dos portugueses, hoje em dia, de que “o agravamento da situação nacional é consequência de quatro décadas de política de direita, mas também dessa política que, em conjunto, com as orientações da integração europeia, levou a uma situação desastrosa. Sabemos que Portugal é hoje um país mais periférico, mais dependente, com maior desigualdade, com um empobrecimento muito profundo e, por isso, analisamos as causas desta situação. O aprofundamento da concentração, da centralização capitalista que se deu em Portugal foi muito suportada pelas orientações da UE, onde entraram os governos nacionais do PSD, CDS e PS, que deram também um contributo”.

Maior dependência externa

Toda a situação atual veio dar razão ao que o PCP defendia e “tem vindo a dizer ao longo dos últimos 30 anos”, acrescentou Ilda Figueiredo, isto é, “que essa política levaria a uma sujeição cada vez maior, portanto à perda de instrumentos fundamentais para a defesa da independência e soberania nacionais. A integração levou à destruição da produção, às privatizações, à destruição das instituições do Estado, ao atropelo à legislação laboral. Naturalmente que a destruição da produção nacional conduz a mais exportações, logo mais dívida, logo maior dependência, logo mais pobreza para os portugueses”.

Para a comunista, soluções de melhoria para o país “só serão possíveis com a rutura com estas políticas do Euro, com o fim do Tratado Orçamental e o fim das políticas de dependência do BCE e da Comissão Europeia”. Só quando isso acontecer é que haverá condições para “uma verdadeira política alternativa”.

Ilda sublinhou que essa não é a postura assumida pelo PS, por isso, na “geringonça”, referiu a comunista, “temos um  entendimento relativamente a uma melhoria do poder de compra da população, de uma reposição de direitos dos trabalhadores e do nosso povo, mas isso não é suficiente, é preciso ir mais longe”. O PCP continua a defender, como sublinhou Ilda Figueiredo, que é preciso “renegociar a dívida e acabar com a dependência do Tratado Orçamental”.

Angélica Santos

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