PCP questiona governo se vai esquecer a variante à EN14

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EN14

O grupo de deputados do PCP do distrito do Porto, onde se integra Ana Virgínia Pereira, da Maia, endereçou uma nova pergunta ao ministro do Planeamento e Infraestruturas para não deixar cair em ‘saco roto’ o projeto da alternativa à Estrada Nacional (EN) 14. Obras de melhoria são bem-vindas, mas não se pode esquecer a construção da variante à EN 14, foi o recado dado pelo PCP ao Governo.

Os deputados começam por lembrar que, na presente legislatura, já questionaram o ministério e que este respondeu que “não havendo uma alternativa integral à EN14, o Governo dará orientações para que se proceda a uma melhoria significativa das condições de circulação, por via de obras de construção da beneficiação e da requalificação da atual via”.

É certo e conhecido, lembram os deputados do PCP, que “recentemente, o ministério, no âmbito da apresentação do Programa Valorização das Áreas Empresariais, anunciou um investimento de 112 milhões de euros, dos quais 80 milhões serão afetados às acessibilidades”. E também que “está previsto um investimento de 5,37 milhões de euros nas acessibilidades às zonas industriais de Ribeirão e Lousado no concelho de Vila Nova de Famalicão. Todavia, não se conhece o teor do projeto e as intervenções previstas”.

Povo escaldado

Mas como o povo está ‘escaldado’ da “longa história de promessas não compridas da construção da variante à nacional 14 (que faça a ligação entre a Maia-Trofa-Vila Nova de Famalicão)”, todos temem que a construção da variante não seja uma realidade, alerta o PCP.

O partido aproveita para defender que “a infraestrutura é vital para desenvolvimento económico e social do distrito de Braga e do Porto”, facilitando “a mobilidade dos cidadãos e das mercadorias sendo por isso um elemento dinamizador do tecido produtivo daquela região”.

Os comunistas sublinham que nem o atual nem o anterior governo resolveram o problema, pelo que solicitam que o ministério do Planeamento e Infraestruturas confirme o anunciado “investimento de 5, 37 milhões nas acessibilidades às zonas industriais de Ribeirão e Lousado” e esclareça para quando “as intervenções que estão previstas realizar e quando é que serão iniciadas”.

O PCP quer ainda saber se o ministério do Planeamento considera realizar obras na nacional 14 nos concelhos da Trofa e Maia e quais os montantes de investimento, bem como o que se vai fazer”. Mais. Querem que se explique com detalhe se os “investimentos agora anunciados significam o abandono da concretização da construção da variante poente à nacional 14?”

Angélica Santos