Presidenciais: Maia confirmou tendência nacional

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Os votantes do concelho da Maia espelharam aquela que foi a tendência nacional. Deram a vitória a Cavaco Silva, com 52,61 por cento dos votos. Num município onde estão inscritos 107 mil 963 eleitores, votaram 59 mil 499 (55,11 por cento) e destes, foram 28 mil 908 os eleitores que ajudaram a reconduzir o presidente da República para mais um mandato.

No entanto, comparando com os resultados de 2006, Cavaco Silva teve menos 3 mil 398 votos, num ano em que estavam inscritos 96 mil 574 eleitores e foram votar 66 mil 796 (69,17 por cento).
O segundo candidato mais votado foi também Manuel Alegre, arrecadando 19,1 por cento (10.494 votos). O candidato apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda terá ditado a surpresa das presidenciais, no concelho da Maia, uma vez que Alegre, em 2006, sem apoio partidário, conseguiu 19,26 por cento (12.606 votos).
Há cinco anos, o candidato apoiado pelo PS, Mário Soares, obteve 17,18 por cento e o candidato apoiado pelo BE, Francisco Louçã, 7,26 por cento (4751 votos).

O pior resultado do concelho da Maia foi o do candidato apoiado pelo PCP. Francisco Lopes chegou aos 5,23 (2.876 votos). Mas em 2006, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, na qualidade de candidato presidencial obteve 6,59 por cento (4.314 votos)
No que toca aos candidatos sem apoio dos aparelhos partidários, o destaque, tal como aconteceu a nível nacional, vai para Fernando Nobre. O presidente da AMI chegou aos 17,84 por cento, obtendo 9.806 votos, mais do que o que conseguiu arrecadar Mário Soares em 2006.

Ainda na ala dos “independentes”, o madeirense José Coelho acabou por surpreender, conseguindo 3,61 por cento (1982 votos), mais do dobro de Defensor Moura, que não passou dos 1,61 por cento (886 votos). No entanto, qualquer um destes candidatos por conta própria obteve um resultado mais positivo do que aquele que foi conseguido, em 2006, por Garcia Pereira, que não passou dos 0,37 por cento.
Falta apenas fazer a conta aos votos brancos e aos nulos. Este ano, 5,5 por cento dos votos, ou seja, 3.271, foram brancos. Em 2006, os votos brancos ficaram-se pelos 829, ou seja, 1,24 por cento.
Um aumento também registado nos votos nulos. Sem há cinco anos se ficaram pelos 501 votos (0,75 por cento), no domingo foram mais do dobro, 1,276 votos, registando 2,14 por cento.

Isabel Fernandes Moreira