Presidente da Câmara da Maia aponta o dedo aos governos

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25 de Abril
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O presidente da Câmara da Maia criticou, na cerimónia comemorativa do 25 de Abril, “o Estado por, ao longo destes 15 anos, nunca ter dado um incentivo” ao concelho que acabou por atrair investimento e ter um parque tecnológico com mais de 1500 trabalhadores. “A Maia tem uma das taxas de desemprego mais baixas do país”, disse Bragança Fernandes, durante a sessão solene das comemorações dos 42 anos da Revolução dos Cravos. Comprometeu-se, por isso, a não baixar os braços em prol dos direitos da cidade.

“No dia em que se celebra a liberdade, a Maia não se resigna, porque temos consciência e responsabilidade de assumir que é vital ir neste rumo pela qualidade da vida dos maiatos”, garantiu o autarca. Lembrou parte do trabalho feito, durante o atual mandato, como a qualificação da zona industrial, além de uma série infraestruturas.
O presidente da câmara afirmou que, além do investimento feito por empresas e os mais de 1500 trabalhadores mobilizados para o parque tecnológico, a Maia conseguiu captar um maior número de população. “Hoje é maior o número de trabalhadores na Maia do que os que saem da cidade para trabalhar noutros locais”, referiu. Adiantou ainda que as obras do tribunal estarão concluídas em breve e a tempo do início do novo ano judiciário.

Bragança Fernandes também criticou o Governo por a Maia ser atravessada por portagens, com todos os prejuízos que isso acarreta. Mais, o autarca espera ser recebido pelo Governo para discutir questões como a Estrada Nacional (EN) 14 e o prolongamento do metro.

Já o presidente da Assembleia Municipal (AM) criticou os “gastos desnecessários” feitos pelos vários governos ao longo destes anos, “colocando tudo em causa, sem terem a preocupação de aproveitar” o que fizeram os seus antecessores. “As políticas, nestes 42 anos, não resolveram nada, apenas agravaram”, acusou Luciano da Silva Gomes. A este propósito, o presidente da AM lembrou os bairros sociais construídos em 1976, alguns deles temporários. E que acabaram por não o ser. “E os problemas temporários passaram a cancros da sociedade. Felizmente, isto não se passa na Maia”, disse.

Ainda durante a cerimónia, José Andrade Ferreira, da oposição socialista, lamentou o facto de, cada vez, “ser maior o fosso entre os mais e os menos abastados da sociedade”. Neste ponto lembrou os sem-abrigo e as pessoas que esperam numa fila de rua por uma refeição, os cidadãos sem subsídio de desemprego “enquanto se assiste ao aumento dos salários de gestores. O que aumenta o fosso entre os menos e os mais abastados da sociedade”, concluiu.

Frases de 25 de Abril

“Sempre defendemos os máximos valores de patriotismo e solidariedade entre todos.”
Luciano da Silva Gomes, presidente da AM

“No dia da liberdade a Maia não se resigna.”
Bragança Fernandes, presidente da Câmara da Maia

“Podem tirar-nos tudo. Mas, nunca nos tirarão o sonho de ter um Portugal melhor.”

José Andrade Ferreira, PS

“Lembrar abril é dizer que queremos continuar a ser donos do nosso destino.”
Silvestre Pereira, BE

“O PCP honrará a memória daqueles que lutaram contra o fascismo.”
Cristiano Castro, CDU

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