Presidente da Câmara da Maia reivindica extensão da linha de metro até à Trofa

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O presidente da Câmara da Maia, Silva Tiago, veio esta quinta-feira, considerar que “agora é a vez” deste concelho na rede de Metro do Porto, reivindicando a extensão da linha do Hospital S. João, mas sem esquecer “a obrigação do Estado para com a Trofa” e não deixando de parte o investimento na Ferrovia da região.

Depois de há dias o presidente da Câmara da Trofa ter exigido a demissão do Ministro do Ambiente, por causa da demora de mais de uma década em terminar a linha do Metro até à Trofa, agora o governo atira para os municípios essa responsabilidade.

O ministério do Ambiente questionado pela Agência Lusa refere que foram dadas indicações à empresa Metro do Porto para a realização de um estudo para o antigo corredor ferroviário da Trofa, que contemple a sua reabilitação física e a eventual instalação de um modo de transporte coletivo.

E acrescenta que a “decisão sobre os investimentos na expansão da rede de metro e metrobus é agora da Área Metropolitana do Porto (AMP), da qual a Câmara Municipal da Trofa faz parte”. O Ministério frisou que esta “é uma decisão dos municípios”.

Contactada pela Lusa, fonte da Metro do Porto adiantou que a empresa se comprometeu já esta quinta-feira, em reunião do Conselho Metropolitano, a a apresentar esse estudo no prazo de quatro meses.

António Silva Tiago lembra que já “existem projetos” para a expansão do Metro e que a “Maia quer que a linha amarela seja ampliada desde o Hospital de S. João até à cidade. É um projeto que está desde a primeira hora da vida do Metro do Porto nos planos da sua expansão e foi até vertida na lei que criou o sistema e ainda está em vigor. É essencial para a expansão da oferta e, até, para a sustentabilidade e lógica de serviço ao público da rede”.

Neste âmbito o autarca maiato sublinha: “Agora é a vez da Maia. O mesmo seja dito para a expansão da linha verde até à Trofa. É necessário cumprir a obrigação que o Estado tem há muito para com a Trofa e o norte do concelho da Maia”.

O presidente da Câmara lembra que a Maia tem vindo a apostar na mobilidade e, em particular, numa “estratégia metropolitana de mobilidade”. E acrescenta: “essa é a grande aposta e a grande necessidade, mas há que salientar, também, que defendemos uma solução inteligente para a coroa de autoestradas portajadas na Área Metropolitana, que retire o tráfego das estradas nacionais e municipais e da VCI.”

Linha Ferroviária não pode ser esquecida

António Silva Tiago não esquece, contudo, a importância das vias férreas e aproveita para defender que “é igualmente de considerar o modo ferroviário pesado. Há muito que é necessário recuperar a linha da Circunvalação Leixões para o serviço de passageiros. E fazer chegar a ferrovia ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro e, também para esse objetivo, a linha da Circunvalação de Leixões pode ser a solução, para articular a infraestrutura aeroportuária com toda a rede ferroviária nacional”.

O autarca sublinha que dessa maneira ficaria servido o “nascente e sul de Portugal e, sobretudo, toda a euro região do noroeste peninsular, aproveitando facilmente a rede de alta velocidade da ferrovia espanhola”.

Apesar de ainda não se conhecer com detalhe o Plano de Investimento na Ferrovia 2030, o Conselho Superior de Obras Públicas considerou prioritária a modernização da linha da circunvalação de Leixões. Agora, Silva Tiago espera que “isso se materialize no plano de investimentos, bem como, a ligação do aeroporto à ferrovia”.

No que respeita ao metro, atualmente, a Linha Amarela, ou Linha D, do metro do Porto está construída entre as estações Hospital S. João, no Porto, e Santo Ovídeo, em Vila Nova de Gaia, estando em fase de concurso a extensão até Vila D’Este, um procedimento que segue trâmites a par da nova Linha Rosa entre S. Bento e Casa da Música, no Porto.

Na terça-feira passada, o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, estiveram no Porto para assinalar a aquisição de 18 novas viaturas para o Metro do Porto, as primeiras a receber em 2021, não tendo sido avançados investimentos futuros.