Presidente da Câmara escreve carta aos maiatos

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António Silva Tiago (imagem cedida pela CMM)

Depois de ter reagido em conferência de imprensa online no dia 30 de outubro, quando afirmou que “terminou o pesadelo”, o presidente da Câmara da Maia resolveu agora explicar, por carta, a todos os maiatos que não existe qualquer decisão judicial a ensombrar o seu mandato na presidência do executivo municipal.

A cerca de um ano das eleições autárquicas de 2021, que lhe possibilitará recandidatar-se a um segundo mandato na presidência da Câmara da Maia (tal como já admitiu em entrevista ao Primeira Mão), Silva Tiago, quer deixar tudo muito claro perante os munícipes e escreveu uma carta, como presidente do município, que está a ser distribuída pelas caixas do correio.

Na missiva Silva Tiago começa por recordar que o «Supremo Tribunal Administrativo, no dia 29 de outubro último, o seu acórdão através do qual colocou um ponto final na ação administrativa interposta por um partido político da coligação na oposição da Câmara Municipal da Maia», referindo-se aqui, embora sem nomear, ao partido JPP – Juntos Pelo Povo.

«(…) o Supremo Tribunal Administrativo declarou, sem margem para quaisquer dúvidas, não existirem quaisquer razões, de facto ou de Direito, para decretar a perda do meu mandato autárquico de presidente da Câmara Municipal da Maia» – pode ainda ler-se na carta.

No documento é reafirmada a crítica de judicialização da política, dado que, «perdidas as eleições, o poder passou a ser reivindicado nas secretarias dos Tribunais», sendo que o «pretexto foi a Tecmaia».

Nesta carta de Silva Tiago aos maiatos é recordado todo o processo de criação da Tecmaia, com críticas ao governo da altura, que não cumpriu as promessas feitas levando a que este projeto fosse deixado «à sua sorte».

Apesar de tudo, o autarca maiato afirma que a «Maia nãos e vergou» e que o projeto continua a «cumprir a missão para a qual foi pensado: emprego qualificado e inovação (…)»

Assim, prossegue a carta, «o presidente da Câmara Municipal da Maia entende ser seu dever institucional e do mais alto interesse público, comunicar a toda a comunidade que o Município da Maia serve, assim como a todos os interessados que interagem com a autarquia (…), que não existe qualquer decisão judicial que condicione ou limite o pleno exercício dos poderes e dos deveres em que está legitimamente investido».