Presidente da Maia reclama solução justa para acabar com excesso de portagens e estrangulamento da Via Norte

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Silva Tiago_Imagem de Arquivo

O presidente da Câmara da Maia volta a colocar o dedo na ferida no que diz respeito ao excesso de portagens nas vias que circundam a Maia – a que designa a “coroa rodoviária” – através de um artigo de opinião publicado no JN.

António Silva Tiago sublinha que a “utilidade da via norte deixou de fazer sentido”, já que o objetivo desta via de ser um “interface viário” com uma utilização “multifuncional” é impossibilitado devido ao congestionamento de quem foge ao pagamento de portagens nas autoestradas circundantes.

No artigo António Silva Tiago escreve: «O estrangulamento da Via Norte é, hoje, um gravíssimo problema com impactos ambientais e económicos difíceis de calcular.

É justo e urgente retirar as portagens na circular rodoviária exterior do Porto (CREP), uma coroa rodoviária que devia ser de utilização livre de pórticos (A41/IC24) para desanuviar o trânsito na Via Norte (EN14/EN13). Convém lembrar que a Via Norte e a própria VCI (A20/IC23), em conjunto com a A28 – entre a VCI e a A41 -, permanecem como as únicas vias com perfil de autoestrada do sistema viário da Área Metropolitana a norte do rio Douro que não são portajadas, o que explica a enorme sobrecarga de trânsito que as entope e aumenta o seu risco de sinistralidade.»

O autarca maiato salienta também: «É importante ter presente o valor desta via para a economia da região e do país, posto que serve alguns dos concelhos mais exportadores de Portugal, como a Maia e Famalicão, que se posicionam ambos no top 5 das exportações nacionais.»

E acrescenta que, no seu entendimento, «a Via Norte, entre a UNICER e a bifurcação com EN13, está subaproveitada, uma vez que a via da direita em direção à Maia apenas dá acesso à EN13, quando poderia ter continuidade para norte, pelo menos até ao nó com a Via Periférica da Cidade da Maia (Maia Sul), facilitando a fluidez do tráfego que se adensa nas horas de ponta.»

A Via Norte constitui também um importante interface viário, que tem conexão com a A4, A3, A41, o IP1 e a N12, além de distribuir trânsito por outras artérias locais, o que lhe confere uma «utilização multifuncional».

A realidade atual deste troço da N14, segundo Silva Tiago, é atentatória dos «interesses das empresas, das famílias e dos cidadãos da Maia, do Porto, de Matosinhos e de todos os concelhos a norte do Porto, prejudicando naturalmente a capital do Norte e, no fim de contas, o próprio país».

Silva Tiago termina o artigo do JN escrevendo que «a Via Norte clama urgentemente por uma decisão política, lógica e justa do poder central que lhe devolva o sentido original da sua utilidade, acabando com as portagens na CREP, para desse modo aliviar a sobrecarga atual».