PS e CDU abstêm-se na contratação de serviços de consultoria

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PS e CDU mantêm a sua postura nesta matéria ao não concordarem com o recurso a assessorias externas em detrimento da contratação de funcionários para a Câmara Municipal.

A contratação de serviços de assessoria ao Maiainveste – estrutura de empreendedorismo, acolhimento e fomento ao investimento do Município da Maia e a aquisição de serviços de consultoria em projetos europeus e processos de internacionalização e complementaridade foram dois pontos em que o PS e a CDU alinharam a votação, optando ambos pela abstenção.

Já é conhecido que os representantes destes dois partidos de esquerda na Câmara da Maia não concordam com o que consideram ser uma política de crescente externalização da contratação de serviços por parte da autarquia. E já têm feito sentir o seu ponto de vista noutras reuniões. A abstenção já tinha sido o caminho do PS, quando da aprovação do Relatório e Contas de 2015, e que a vereadora da CDU tinha votado contra o mesmo documento e apontado o dedo à política de não contratar recursos humanos e recurso a assessorias, para áreas em que se torna necessário haver competências na Câmara.

Técnicos vão analisar proposta do BE sobre adaptação de Parques infantis

A proposta de recomendação do Bloco de Esquerda (BE) ao executivo, aprovada na última Assembleia Municipal da Maia (por unanimidade), foi apresentada na reunião de Câmara do dia 18 deste mês. Os bloquistas recomendam a realização de uma avaliação técnica às condições de funcionamento, acessibilidade e manutenção dos parques infantis da  responsabilidade da autarquia.

O objetivo da avaliação é determinar quais as necessárias adaptações dos equipamentos às crianças com deficiência. O BE entende que as câmaras municipais têm “um papel determinante de promoção da inclusão e de combate à exclusão, pelo que garantir a existência de parques infantis acessíveis a todos é um passo fundamental no longo caminho da inclusão que tem que ser feito”.

Os vereadores do PS questionaram o presidente da câmara sobre o destino que iria ser dado ao documento, sublinhando a importância que também atribuem a este tema.

Bragança Fernandes referiu que a recomendação iria ser enviada aos serviços técnicos competentes nesta área, no sentido de averiguar o que poderá ser feito na Maia para alargar o direito de brincar a todas as crianças. Embora ressalvando que “compreende perfeitamente esta preocupação, muito legítima”, Bragança Fernandes levantou também a questão dos custos, dado que os materiais adequados a este tipo de parques são muito dispendiosos. De qualquer forma, o edil referiu que qualquer intervenção só poderá ser equacionada após uma análise dos técnicos.