PS de Águas Santas contra as portagens nas SCUTs

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A secção do Partido Socialista (PS) de Águas Santas está contra a decisão do Governo de implementar portagens nas SCUTs dop Norte, nomeadamente na A41, que serve o município da Maia. Em comunicado, assinado pelo secretário coordenador, Marco Martins, a estrutura mostra-se em desacordo e protesta a decisão governamental.
A tomada de posição surgiu depois da secção, durante o mês de Maio, ter feito um diagnóstico social das três freguesias sob a sua área de intervenção política (Águas Santas, Pedrouços e S. Pedro Fins) para traçar a sua acção política e ter concluído que as prioridades estavam relacionadas com o emprego e com os transportes.

De acordo com o mesmo comunicado, o diagnóstico elaborado aponta para “a falta de transportes e ligações eficientes” principalmente no acesso das populações das três freguesias às grandes zonas de empregabilidade do concelho da Maia, “tornando-se assim um obstáculo ainda maior na procura activa de emprego”.

A introdução de portagens nas SCUTs, acrescenta a mesma nota dos socialistas, “irá ainda promover um agravamento do estado económico e social das famílias das freguesias mencionadas, uma vez que as alternativas de deslocação são quase nulas ou revelando-se pouco eficientes”.
Prevendo que devido à situação económica e financeira do país, a introdução de portagens nas SCUT’s será inevitável o secretariado de Águas Santas considera ser necessária a promoção de mecanismos de igualdade e solidariedade nacional, discordando que o pagamento de portagens seja realizado exclusivamente na região Norte e no Grande Porto.

O secretariado da secção de Águas Santas decidiu enviar ao Governo, via órgãos nacionais do PS, uma recomendação no sentido da criação de mecanismos que minimizem o impacto da medida, nomeadamente aqueles que se relacionam directamente com a capacidade de criação e resposta a oportunidades de emprego.

A recomendação visa sobretudo a isenção do pagamento de portagem para a circulação dentro do mesmo concelho, “de forma a manter os pressupostos de acesso ao emprego dentro do concelho, permitindo assim um desenvolvimento de suporte local”. Os socialistas recomendam ainda a diferenciação do preço por quilómetro, tendo em conta o estado económico e social das regiões em causa; e o desenvolvimento de mecanismo que permitam uma discriminação positiva do preço para deslocações diárias e permanentes que visam o acesso ao emprego, “salvaguardando desta forma uma minimização do impacto económico desta medida nas famílias”, justificam.

Isabel Fernandes Moreira